sábado, 8 de dezembro de 2012

Nasce uma Estrela


            “Agora eu sou uma estrela!” Eu disse esta frase assim que saí do palco quando ali dancei pela primeira vez. Foi emocionante! Me senti realmente uma estrela.
            No entanto, no dia 8 de março de 1929 nascia uma estrela que mostrou seu brilho assim que seus olhinhos se abriram para este mundo. Estrela de “berço”. Seu nome? Hebe Maria Monteiro de Camargo. Ainda pequenina se sobressaia em seu meio e já mostrando a que veio! Hebe Camargo como viria a ser conhecida colocou sua cidade natal no Mapa. Taubaté, SP.
            Estudou apenas até a 4ª série, o que tinha orgulho de declarar. Precisava mais? Acho que não! Sem mais nem porque veio a ser uma estrela de 5ª Grandeza.
            Logo na infância já acompanhava o pai, que era músico violinista, em suas apresentações. Vindo em diante a segui-lo ao se transformar em regente de orquestra de rádio. Já se preparava para o que viria no futuro. O rádio a encantou! Então ali cantou! Apresentou-se assim, ao Brasil!
            Seu brilho começava a aparecer, a tomar maiores proporções! Ofuscava tudo a sua volta! Fez dupla caipira com sua irmã, ainda jovenzinha! “Estrelinha do samba!” Hebe Camargo! O céu foi-se abrindo para ela, e com muito gosto. Não é o que ele faz para suas estrelas?  Com as portas abertas para ela e sempre sorrindo, foi “entrando” em evidência dia após dia, pudera! Sua luz brilhava tanto que não lhe comportava um lugar pequeno.
            Oito de março, “ Dia Internacional da Mulher”. É, e é também dia de Hebe! Como está visto, mesmo dia do nascimento, da nossa estrela. Coincidência? Talvez não! E não poderia ser melhor, parece encomendado! Mulher de gabarito internacional. Duas vezes seu dia. Parabéns Hebe (aplausos), você era mulher de verdade.
            De madeixas escuras, Hebe veio a se tornar loira, o que passou a ser sua marca registrada. Nunca mais abandonou o colorido dos cabelos.
            Crescendo junto com o entretenimento no Brasil, ela foi desbravando país afora. Apesar da pouca cultura se tornou a “rainha da televisão brasileira”. Tinha que ser assim! Em 1950, ela foi ao Porto de Santos ajudar com o equipamento da 1ª televisão brasileira e já convidada para participar da inauguração com a 1ª transmissão cantando o Hino da TV. Não compareceu! Substituída por sua amiga Lolita Rodrigues, confessou ser o hino horrível demais para interpretar! Ah! Hebe, iluminava tudo com sua risada. Encantava multidões!
            Cantora de rádio, apresentadora de TV, atriz, humorista. O que mais poderia fazer essa figura tão querida deste país tão necessitado de heróis. Ela fazia! Regia com maestria o Teleton. Programa de ajuda a crianças especiais, apresentado todo ano pelo SBT. Tinha que bater a meta! Ela era assim. Dedicada. Madrinha de peso! Emissora essa que talvez tenha sido uma de suas maiores paixões, por ali criou raízes, amizades. Disse até: “Silvio Santos é um “país” que respeita seus empregados”.
            Nunca deixou a música, gravou até um CD ao vivo em 2010, ademais foi como apresentadora que se consagrou até que um câncer se “meteu a besta” com ela. Lutou bravamente. No entanto, o sofá que era quase uma instituição brasileira, ficou vazio! E ela queria tanto voltar para casa! SBT.
            E agora! Ela se foi!! O câncer a venceu? Não. Como se sabe; o brilho de uma estrela nunca morre, mesmo que ela se finde, vai brilhar ainda por muitos e muitos anos!!!!

                                                                                                       Denise Mokarzel
            

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

The Walking Life


                Esse é o nome da equipe que completou uma maratona. É, 42 km. Autódromo Internacional de Curitiba, 13\10\20012. Largada às 9:00 horas.

                Tudo começou com meu filho Rodolfo. Atleta na infância e adolescência, relaxou. Estudos, trabalho, pós graduação. Falta de tempo, vida adulta! Fora de forma, precisava emagrecer! Correndo atrás de tempo para se exercitar! Descobriu na própria palavra uma aliada. Corrida! Não parou mais. Três, 5, 10 km, chegando até a 16. Como arrumou forças para tanto? Outra aliada. Competições de corrida de rua organizadas pelas cidades.

                Com treinos levados a sério se encorajou ao primeiro circuito, em Curitiba. Com medalha no peito, fascinado, foi postando suas conquistas no facebook. Seu exemplo incentivou várias pessoas a também se aventurar. Saúde com alegria e diversão. Todos “curtem”

                Após algumas medalhas, com jeitinho e promessas, sua então namorada Helô ingressou nos treinos e por fim nas corridas. Agora já noiva, formam o casal que corre atrás das corridas.  Do entorno de Curitiba até outros estados.

                Meu marido e eu trouxemos o atletismo no sangue. Prática de uma vida inteira. Ao transmitirmos essa dedicação aos nossos filhos, deu no que deu. Maratona de Revezamento de Curitiba. Emocionante! Realmente fascinante! A família unida num só coração! Competimos com nada além de nós mesmos. Vencemos tempo, cansaço, suor! Nem tanto, estava muito frio!!!!

                Completamos em 4 horas e 12 minutos. Diogo deu início a essa empreitada, tempo ótimo. Equipe de guerreiros que como carros, diagonal aqui, curvas ali, vislumbramos no momento o melhor caminho do autódromo a percorrer. A escuderia toda participou. Diogo passou o bastão para sua namorada, Gihan, que já treina. Surpresa boa! Eu dei seguimento. Corri na minha, ordens do chefe Rodolfo, mas depois ouvi: podia ter se esforçado mais hem!!! Passei o bastão para o Kiko, que tem a corrida no DNA, o qual deu passagem para Paty, irmã da Helô, que cumpriu seu papel muito bem entregando a continuidade para Joicy, amiga de todos e agora parceira que ao cumprir seu percurso deixou caminho aberto para Helô que completou sua participação com louvor passando o bastão para nosso mentor físico Rodolfo, que por sua vez fechou os 5 km e meio de cada um, com chave de ouro, também com ótimo tempo nos colocando em 9ª posição.

                Foi fantástico, memorável mesmo. Podemos gritar ao mundo agora: “completamos uma maratona”! Não é para fracos não! É para os decididos. É “nóis” galera! Ficamos excelentes na fita, diga-se de passagem! “Nosso recado foi dado!” Tudo bem que não fomos os primeiros, no entanto, numa equipe com participação de pai e mãe há de se orgulhar não é? Congratulations equipe “The Walking Life”.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Libertadores


           “Salve o Corinthians, o campeão dos campeões. Eternamente, dentro dos nossos corações, salve o Corinthians, de tradição e glórias mil. Tu és orgulho dos desportistas do Brasil. ...” Esse hino foi tocado a exaustão nas redes de televisão no dia 04\07\2012. Foram tantas vezes que se fosse na época do vinil, os discos teriam ficado gastos. Mas não era! Era sim e é a época da tecnologia e dos corintianos vencedores. Jogadores, torcedores, comissão técnica e todos que se engajarem nesse turbilhão chamado Corinthians. Elenco esse que dá início a essa nova era, era de vencedores e libertadores que proporcionou para essa nação inteira de corintianos a comemoração de um título inédito. Taça Libertadores da América. A porteira se abriu!

            Emerson, Romarinho. Heróis? Protagonistas das partidas de ida e volta? Não! Eles fazem sim parte de uma equipe de parceiros como Paulinho, Ralf e muitos outros que lutaram juntamente com o também vencedor e técnico de apelido, Tite. Todos, abraçados num só grito de “é campeão, é campeão”, levantaram o troféu do tão sonhado, o aguardado título, mas que tinha hora e lugar para se concretizar. Troféu esse igualmente erguido em pensamento e brado por uma torcida alucinada que por sinal deu um show do início ao fim na segunda e decisiva partida no Pacaembu. Com suas cantorias e loucuras pelo timão encantou o Brasil com o grito de: “Aqui tem um bando de louco, louco pro ti Corinthians...” O ápice de toda essa festa aconteceu na volta dos vestiários para o segundo tempo, unidos, bradaram, entoaram seus cânticos a sacudir bandeirolas para cada coração com o emblema do time. Uma beleza de se ver e ouvir!

            Essa competição teve a primeira edição em 1960 e já rendeu glória a muitos clubes dessa América tão amada por todos nós, a do Sul. No entanto, o Corinthians saiu vitorioso e com um gostinho mais do que especial, invicto! Invencibilidade que pode dar crédito à continuidade da competição. Ademais, essa é outra história. O que importa agora é: Libertadores, chegamos para ficar e continuar!

            Por enquanto! Parabéns por esse título Sport Clube Corinthians Paulista, você fez por merecer!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Neymar




             Se o título dessa crônica fosse “Vindo do Mar”, provavelmente muitas pessoas passariam batido sem o menor interesse em lê-la. No entanto, bem que poderia porque esse é o significado do nome desse jovem que está em evidência no Brasil hoje, ou sem querer exagerar, no mundo do futebol e no mundo literalmente. Neymar.

            “Vindo do Mar”, sim é esse o significado do nome dele, o atual “garoto da Vila”, o Santos Futebol Clube. Ah! E por sinal, ele já traz o time no próprio nome: Neymar da Silva Santos Júnior. Acho que já estava decretado!

            Apesar do pequeno desvio das categorias de base do Santos aos 14 anos, que na época foi ter com o Galático  do Real Madri na Espanha, o mar o trouxe de volta. Ainda bem que foi por um breve período e graças a Deus ele aqui está, e espera-se para ficar. É, o significado de seu nome diz tudo! E ainda fala mais. Coincidência ou não, ele tem a prerrogativa de também significar: trabalhador incansável, criativo, dinâmico, disposto, colaborador. E não é o que ele é? Acho que estamos de acordo hem! Esse nosso craque é mesmo tudo isso! O rapazinho leva as multidões ao delírio. E nem precisa ser “peixe” para gostar dele! Tudo que faz vira notícia, moda, vira regra. Cabelo moicano? Virou febre! Dribles? Todos querem imitar. Dançinhas de músicas nem tão conhecidas assim nas comemorações dos gols? Torna seus criadores sucesso! É um fenômeno! Não, esse é outro! Comparações? Vêm dizendo: novo Pelé, igual ao Robinho, é um Neymaradona, não, nada disso, ele vem escrevendo sua própria história.

            E vem mesmo! Atacante contumaz, estreou como profissional no sub-vinte aos dezessete anos e fez seu primeiro gol na seleção principal do Brasil em 2010, gol de cabeça, e foi nos EUA, que estreia hem! E daí pra frente vem acumulando muitos títulos como troféu de gol mais bonito, o bola de bronze, campeonatos, artilharias e até honrarias! Sim recebeu o título de “Cidadão Paulistano”, ele merece! Humilde, bom menino, de família! Que continue assim, valorizando o dom que recebeu, a graça que veio do céu! E ele sabe do presente que Deus lhe deu! Bom jogador, carismático, irreverente, por tudo isso está angariando meninos e meninas de todo o Brasil, quiçá de outros países a torcerem pelo Santos, cantarem o hino do Santos! Tudo isso por mim? Não! Por você? Também não! Por ele, o nosso craque Neymar, que está levando uma geração inteira a reverenciar seu time.

             Vencedor do Paulistão 2012, o Santos é a bola da vez! Neymar é a bola da vez. Agora se diz, “o Santos de Neymar”. Pode se afirmar que o clube irá se fortalecer com um atleta desses. Ainda bem que “Neymar, Neymar... O Neymar é nosso! É, ele é o “cara”, no entanto tem-se que cuidar, valorizar porque o mar tem ondas quem vem mas que também vão!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Amor de Mãe


               Amor. Não tem como não se embriagar ao som dessa palavra! Quem não se rende aos seus encantos e efeitos! Respeito, dedicação, compreensão! E sabe-se ser  indubitavelmente o próprio Deus.  É, e Ele ainda foi além em sua benevolência ao ser humano. Incorporou ao Seu próprio significado alguém para trazer Seu calor, seu afago como se esticasse literalmente as mãos para ninar o que acaba de nascer. Que presente! A mãe! Quão doce é poder expressar com suavidade, serenidade, mãêêêê, estou com fome! Mãêêêê, estou com medo! Mãêêêê, vem até aqui, estou carente, quero um abraço! É, quando Deus criou a mãe, Ele reinventou o amor! Com certeza!
            Amor: sentimento que deseja o bem de outrem.
            Mãe: mulher que dá a luz.
            Que receita hem! Deus Criou o homem, deu a ele amor, enfim acrescentou a ele a palavra mãe! Combinação perfeita. Resultado!
            Amor de mãe: devoção incontestável de uma mulher a seu filho.
            Sublime no carinho, na forma de tratar, de cuidar, no passo a passo literal! Conhece gosto e cor. De cada um. Oferece mais, muito mais que a cota de amor de um por um dos frutos de seu ventre. Ele é único. Ela sente seu frio, sua dor, seu calor,  e dá calor! Ela sente seu amor também! É, o seu amor de filho! Ela precisa disso para se fortalecer. Incansável, tira febre, passa noites em claro. É, madrugadas adentro, ela ali, firme a seu lado. Dá banho, conta história, ensina! Educa sempre. Repreende também, no entanto, dá a vida por ele. Elimina seus medos, espanta seus fantasmas. Enfrenta um leão para defendê-lo. Absorve suas mais remotas necessidades. Luta por ele! Até o fim! Não brinque com amor de mãe! Como Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, amor de mãe é coisa séria, é a imagem e semelhança do Pai.
            Ah! Mãe! Alimenta sua cria para vê-la crescer, ficar forte!  Depois que cresce! Ele ainda é “o meu bebê”! Mãe é para sempre, amor de mãe é eterno!
            Acredite nisso mãe, ao criar você, Deus sim, reinventou o amor!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Enchente no 6º andar

               As férias estavam ainda pela metade. Curitiba, em vias de agradecer por mais um ano de vida! Reuni meus dois filhos que lá residem em um apartamento, suas namoradas, meu marido e fomos a um restaurante de massas. Gostoso, famoso. Chic mesmo, muito bom!
                Conversa vai, conversa vem, é servido a entrada e minutos depois o prato principal que degustávamos com prazer. Em meio ao deleite da pasta toca o celular do meu filho mais velho, que se esqueceu de desligar. Ainda bem! Com a seguinte mensagem, “Rodolfo, volte para seu AP o mais rápido possível, porque o prédio está um caos e parece que o motivo para tal está saindo dele. Tem água por todos os lados”. 
                O semblante do Rodolfo colocou todos nós em alerta. Logo que contou o ocorrido pensei, “que exagero. Deve ser um vazamentozinho”!
                Acabamos de almoçar meio que “pra boca e pro nariz” e sem tanta graça nos dirigimos ao prédio que se situa numa área nobre de Curitiba.
                Logo no estacionamento já se via o alagamento! De novo veio a mim, “não deve ser isso não”! Bom. Os elevadores não estavam funcionando! E eu, “será”? Por hora restou subirmos pelas escadas. Constatei o caos! Parecia que caíra uma tromba d’água somente em cima do prédio. Tudo escuro, água por todos os lados e caindo como se dela despencasse uma cachoeira. Gente subindo, descendo no maior “convercê” sem entender o que se passava. Nós? Menos ainda!
                Sexto andar! AP 604, nosso andar, nosso AP. Provamos os dissabores dos alagamentos e enchentes que as chuvas causam nas casas que se perdem no aguaceiro! Era impensável!  As pessoas com rodos, vassouras a puxar para fora àquele líquido tão precioso que apenas se diferenciava das enxurradas pela sua limpidez, o resto era desesperador. De entrar em pânico mesmo. Foi o que aconteceu ao adentramos o imóvel! Pânico.
                A água inundara todos os cômodos sem dó nem piedade. Móveis, objetos, coisas no chão boiando como num resultado de chuvas com raios e trovões! O fato foi que, uma tampinha de um cano desativado proporcionou dias sem elevador, algumas perdas, inclusive de tempo, e muito, muito transtorno naquela fatídica tarde!
                 Vizinhos nos ajudando após socorrerem a si próprios. Rodos, vassouras emprestados, encanador, caroooooo!!! No entanto água só parou de jorrar quando ele mesmo, o Rodolfo descobriu o bendito cano na parede sem a bendita tampa, uma tampinha gente! Fechou o registro e mãos a obra! Inusitado, eu garanto!
                Mais tarde no vai e vem das escadas, os moradores reclamavam, se perguntavam o que teria acontecido para causar toda aquela confusão. Eu sem alternativa, “pois é né qual será o problema que causou todo esse tumulto e aguaceiro”? Que jeito!

domingo, 15 de abril de 2012

Efeito Borboleta


Estava eu de conversê com meu filho e ele me relatou que passara por um efeito borboleta. Curiosa, insisti para que me contasse tim tim por tim tim.
E ele, “estava eu no escritório trabalhando numa boa, resolvi ir beber água. Minha colega de sala da mesa ao lado pediu-me que enchesse sua garrafinha. Tranquilo! Lá fui eu!
Assim que saciei minha sede e prestes a encher a garrafinha a qual fui incumbido, outra colega de sala, mesa oposta, me interpelou revelando sua necessidade de tomar água entrado na fila logo atrás de mim. Eu a interrompi pedindo só mais alguns minutos para completar a garrafa da encomenda. Ela pensou um pouco e disse: deixa pra lá, nem quero um copo grande mesmo, vou tomar café.
De volta à sala, enquanto eu entregava a encomenda, a colega do café vem porta adentro e se tromba com um homem que estava de saída. Resultado! O café fez um estrago na roupa dos dois! Viu mãe, passei por um efeito borboleta! Se ela tivesse só bebido a água e voltado para o trabalho isso teria acontecido”?
Ao se tomar uma decisão mínima, considerada, muitas vezes insignificante, e tomada com plena espontaneidade, nos sistemas dinâmicos abertos, pode-se gerar uma transformação inesperada num futuro incerto.
O efeito borboleta foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. O que acontece é que quando movimentos caóticos são analisados através de gráficos, sua representação passa de aleatória para padronizada depois de uma série de marcações onde o gráfico ao ser observado passa a ter o formato de borboleta.
Na teoria popular, o bater de asas de uma simples borboleta situada em qualquer lugar no mundo poderia influenciar o curso natural das coisas.
É um “efeito”, digamos assim, meio surreal, foge ao controle da razão, mas é assim que explicam os estudiosos.
No entanto, ao que parece isso acontece de fato, e se por um acaso esse fenômeno passar por nós, espera-se que ele conspire então a nosso favor e sem nos causar danos! Como é um fenômeno natural e não podemos prevenir, o melhor é se estar atento e ter fé que um raio não venha nos atingir!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Abstinência


As noites eram longas. Intermináveis! Não conseguia dormir! Logo no primeiro dia meu metabolismo sentiu a falta da ingestão de algo tão constante em seu dia a dia.
No segundo dia, inserido a esse sintoma, a falta de saciedade! “As refeições estão incompletas”! Avisava meu estômago. Eu que sempre me gabei, “meu estomago fala comigo”! Nesses dias, ainda mais! Tivemos longas conversas, bem, quase discussões! Ficou iminente um atrito entre nós.
No terceiro dia os efeitos colaterais aumentaram ainda mais. Notei que a ingestão de líquido, que nos dias sem abstinência eram constantes. Estavam raras. Tenho na água uma aliada, uma amiga acima de tudo. Sempre nos demos muito bem. Mantemos contato muitas vezes ao dia. Por hora! Estávamos meio afastadas digamos assim! A sede não me procurava como de costume, nem a necessidade me envolvia além do mais.
Na seqüência então, fui tomando para mim as reações e conheci, pelo menos um pouquinho, do que é se abster de alguma coisa que se torna parte de nós, seja lícita, ilícita ou apenas por um gosto ou paixão.
Os dias foram seguindo adiante, meu estômago já não falava, gritava, por vezes se desesperava. Senti fraqueza, tontura. Respostas metabólicas pela hipoglicemia que chegava a me fazer querer afugentar, abortar, interromper a continuidade daquela experiência. Não cedi!
Já nos finalmente. Cãibras, vontades, as continências de prazeres me assolavam. Estava em crise!
Eu me pegava me contorcendo de dor a qualquer hora e lugar sem saber ao certo o que significava e sem entender tal dor. Contrações espasmódicas dos músculos! Mas, eu não tinha autorização. Porque foi isso que dei a mim mesma. Ordens expressas de não repor ao meu organismo o produto alimentar, contrariando meu próprio querer, enquanto não se cumprisse o prazo determinado de abstenção.
Prefixei 7 dias. Cumprido! Me abstive por todos esses dias e noites de uma paixão incontrolável , o que me proporcionou refletir, aprender, entender coisas que jamais conseguiria alcançar sem tal propósito. É, foi um propósito que dediquei a cumprir por motivos particulares. Pude chegar perto ou tão somente vislumbrar o que passam pessoas viciadas, reféns de produtos destrutivos, avassaladores delas mesmas e que não abandonam por numerosos motivos e questões não mencionadas aqui, porquanto precisam de socorro. No meu caso nem é tão maléfico assim. Produto de sabor doce! Açúcar e tudo, tudo relacionado a esse que chamo de “o que adoça a vida”! Todo e qualquer derivado dele, eu os tinha a mão e sem hesitar, não neguei meu voto!
Eu venci! Sofri, chorei. Desejei degustar cada porção já deliciada por mim outrora. Suportei até o último segundo! Você me pergunta. “Por que”? Eu te respondo. “Foi uma prova de amor”!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Prato Feito


A festa era de 50 anos de um cunhado. Outra cidade. Ela chegou cedo. No salão apenas algumas pessoas. Umas conhecidas, outras não. Logo que adentrou o recinto cumprimentou meio que no geral, deu uma olhada, chamou a sobrinha e disse, “isso aqui está parecendo restaurante PF! Vamos arrumar tudo direito antes que o aniversariante e o resto da família cheguem.
Começou com os comentários, “meu Deus, guardanapo de papel e dentro do copo, prato de boca para baixo, talheres na posição errada! Está tudo fora do lugar”!
Com um sinal com as mãos já foi ordenando, “você, pegue um vazo de flor, coloque naquela mesa separada com o bolo. E você, separe as mesas e arrume direito os talheres. Copo na frente da faca, garfos pelo lado de fora. Colher de sobremesa com a pá virada para a esquerda e na parte de cima do prato que deverá estar virado para cima”. Foi colocando todos para ajudar a arrumar o local. “Não, as toalhas são assim! Os pratos mais perto da beirada. Fecha aquela janela e a cortina, agora abre aquela” Foi até a mesa do bolo, fez uns enfeites com os guardanapos. Posicionou os pratos de sobremesa e as taças de champanhe. E todos a obedecê-la como a um mestre de cerimônia. A sobrinha só olhando sem nenhuma reação.
Ao final de toda a arrumação, ela pára, olha e se gaba dizendo, “pronto, não ficou lindo, bem melhor não é”? Agradeceu a colaboração de todos batendo palmas com um “ehheheheh”.
Tudo pronto! Nada tinha sido combinado! A sobrinha a pega pelo braço, leva até um canto e diz, “está vendo aquelas 3 moças ali que te ajudaram”? “Sim”, responde ela. A sombrinha continua, “pois bem, elas são do bufê que foi contratado para servir o almoço. Elas tinham preparado daquele jeito”!
A tia sem conseguir falar, olha de soslaio por entre as pessoas e vê as 3 conversando e fala, “ai meu Deus! E agora”! Saiu de fininho e foi para fora do salão para respirar um pouco e pensar. Encheu o pulmão de ar e entrou para encarar o problema.
Chamou as moças bem sem graça e pediu desculpas, “não era minha intenção magoar, queria penas ajudar”! As donas do bufê a abraçaram e disseram que estavam imensamente gratas. “Como”? Disse a tia. Elas explicaram, “somos marinheiras de primeira viagem. Foi nosso primeiro trabalho, não tínhamos idéia de como fazer, você salvou a festa e ainda nos ensinou a montar um banquete. Muito obrigada”!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Papai Noel


“”Ho, ho, ho”. Assim ele se apresenta. Papai Noel é uma figura! Quem não se encanta com essa sua risada, barba branca, roupa vermelha, sua touca e aquele barrigão! E, ainda mais com seu saco cheio de presentes. Esses que “distribui” às crianças às vésperas de natal.
E esse bom velhinho que se tornou tradição é uma história baseada em um senhor chamado Nicolau que nasceu na Turquia no ano de 280 DC e que saia para as ruas de roupas marrom e verde deixando saquinhos com moedas para os pobres nas chaminés de suas casas. Com o tempo foram transformando sua imagem até essa que se vê hoje.
Ele agora faz parte de um dos inúmeros símbolos criados pelo homem para as festas natalinas comemorada na data de 25/12. Os seres humanos têm uma imaginação espetacular. Muitas coisas nos remetem à noite de natal. Neve, e nem neva no Brasil! Ceia, árvores enfeitadas, luzes piscando, presentes. Até as vitrines das lojas. E tudo emociona! No entanto, será mesmo que todo esse aparato e simbolismo exprimem bem ou exatamente o que o nascimento de Jesus significa para a humanidade? É tudo muito divertido, alegre, prazeroso não se deve negar. Porém fica sempre uma pendência em nosso coração, essa felicidade atinge a toda a população? Reiterando, essa é a felicidade a se atingir? O presente que todos, indistintamente podem receber está mais ao alcance que se pode imaginar. Ninguém que o queira aceitar ficará de fora. Diferentemente do bom velhinho que mesmo que quisesse não teria condições físicas nem monetárias para suprir tão grande contingente.
Papai Noel. Deveríamos chamá-lo, Papai do Céu, assim ninguém ficaria sem receber seu presente na noite de natal. A Salvação.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Cajuzinho


Numa tarde de inverno de uma cidade do sul de minas, ele passeava a tomar sol pela praça quando a viu pela primeira vez. Ela era jovem. Mais jovem que ele que não era assim tão velho, porém já estava ficando meio “passado”. A família, pela intimidade insinuava: “vai ficar para titio”. Solteirão convicto. Viu em seu interesse por ela a oportunidade de se livrar das implicâncias.
Àquela garota mexeu com ele. Como mexeu! Nos dias que se seguiram ele andava pelas ruas a procurá-la. Sondava de olhos abertos para todos os cantos a fim de avistá-la. Algumas trocas de olhares deram para ele esperança. Resolveu então melhorar o visual. Regiminho, roupas novas. Tudo para conquistar a amada. Ainda faltava algo! De olhos para o espelho se deu conta dos fios de cabelos brancos que o acompanhavam delatando os anos já percorridos. “Darei um jeito nisso”, pensou ele. Marcou horário em um salão de beleza.
Tardezinha, quase noite, pouco movimento! Na opinião dele! Espreita para cá, para lá e adentra o estabelecimento que renovaria literalmente seu visual. Explica mais ou menos a situação para a cabeleireira que dá inicio ao processo. Pinta aqui pinta ali, as madeixa vão vendo logo o resultado do tratamento. Cabelos mais escuros! Para uma secagem mais rápida da tinta a profissional o coloca no secador. Aqueles enormes em que se senta embaixo deles e sua cabeça é enfiada dentro, geralmente coloridos.
Ele pega um jornal, o dispõe sobre as pernas e o lê distraidamente quando de repente! A garota dos seus sonhos, a do motivo de tudo, entra no salão! Em pânico ele cobre o rosto com o jornal. E ela a conversar com a atendente não saía de lá por nada deste mundo. O horário dele venceu, a cabeleireira que o atendia verificou e disse: “está na hora, vamos tirar”? Ele, desesperado, com medo de se revelar, pedia, sem sequer explicar o motivo: “só mais um pouquinho”. E ela: “não dá, seu cabelo vai ficar vermelho”. Ele insistiu: “por favor”. Não entendendo a causa a cabeleireira esperou, mas logo voltou a falar: “vamos lavar”. Ele não arredava pé e a sua paquera também não! O tempo foi passando a garota não ia embora e os cabelos dele só mudando de cor! Por trás do jornal ele permanecia, só de soslaio, a espera de a paquera ir-se em direção a porta da rua. Nada! A comoção virou geral entre as funcionárias. Rir ou chorar?! Situação difícil. E sem entenderem nada!
Coisa de 40 minutos após o tempo regulamentar a garota sai em direção à rua. As cabeleireiras desconfiadas correm em socorro dele, tiram-no do secador e constatam olhando umas para as outras. Dão a notícia a ele: “seus cabelos estão completamente vermelhos”! De novo! Rir ou chorar! No arruma aqui, corta ali. Resultado! Cabelos cor de caju. Sem acordo. O melhor foi feito. Talvez raspar careca! Ele se negou!
Apelidado “cajuzinho” pelos amigos. Esperou que o tempo o acudisse. Demorou muito! A garota? Ele fugiu tanto dela que esfriou! Acabou o que nem começara. Ele pusera fim ao relacionamento que tinha pretensão de acontecer.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

No, No, No



Traduzindo: não, não, não. Essa foi a resposta que a cantora Amy Winehouse deu quando, por amor a ela, seus amigos e parentes quiseram lavá-la ao Rehab, centro de reabilitação para viciados. Na verdade ela sabia que era o certo a fazer, entretanto, continuou com seu, “no, no, no”.
Contudo, eles a levaram. Com ou sem a aprovação dela. Impuseram. Internaram-na. Vigiaram-na 24 horas por dia. Mas ela insistentemente dizia, “no, no no”. Estava lá, mas não estava! Ela não queria a liberdade! Presa as drogas e ao álcool preferiu a morte.
Dona de uma voz impar, sui gêneris, que lhe era peculiar como todo seu aparato visual, foi fraca. Tinha tudo para dar certo! Porém, Amy Winehouse não se ateve para a dimensão do que tinha nas mãos, do talento que recebera. O dom de cantar! Dom dado por um Deus que quer ver frutos desse presente. Ademais ela enterrou consigo seu talento. Em Mat. 25 – 15,29, parábola dos talentos mostra como um inconsequente servo enterrou seu talento ao invés de multiplicá-lo. Foi o que ela fez!
Em 23 de julho de 2011, aos 27 anos Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, na Inglaterra. A causa da morte ainda não se sabe, mas sim que a trajetória de vida assinalada por ela mesma a levaria a isso. A dependência química.
O que leva um ser humano a se deixar deteriorar de tal forma, a ponto de definhar, perder o viço de sua juventude, ou pior o amor próprio como essa cantora que no começo de uma carreira promissora, no desabrochar para o mundo, preferiu a morte. Porque ela preferiu sim a morte!
Fraqueza, depressão. Veio assim de fábrica ou pela fama repentina? O que se sabe, mais uma vez, é que nas letras de suas músicas ela praticamente pedia socorro. Todavia! “No, no, no”. Talento desperdiçado! Enterrado sem multiplicação. Aliás, mesmo que a reabilitação tivesse feito efeito, seu repertório precisaria também de uma reabilitação por ser apenas um pálido reflexo dela mesma.
Enfim! Era imprescindível que Amy Winehouse começasse tudo de novo, vida nova, nascer de novo! Deus lhe daria essa chance! Ela preferiu, “no no no”.
Deixou sim seus fãs como ela mesma dizia em sua música Back to Black, de luto por ela. É, se a Amy quisesse continuar aqui teria que entoar “Yes, yes, yes”, e de coração. Ela não quis! Jogou a toalha em sinal de desistência! Que pena! Perdemos mais uma para a droga dessas drogas.

domingo, 14 de agosto de 2011

Resgatando a Essência



É com muita felicidade que venho informar aos leitores e seguidores do meu blog, que pela honra de Deus estou lançando meu primeiro livro, Resgatando a Essência. No qual venho compartilhar a forma de se resgatar o que foi perdido com a modernidade, a essência.




Lançamento do livro: Resgatando a Essência



Data: 01 de outubro de 2011 às 20:00hrs.


Local: Centro Cultural - Avenida Santo Antônio, 430. Mogi Mirim - SP



Também está a venda nos links abaixo.












Espero que aprecie e se envolva com a leitura!


Obrigada.






segunda-feira, 25 de julho de 2011

No mundo das Nuvens



Tarde ensolarada, descansava na grama de meu jardim. Percebi nuvens se movimentando no céu. Deitei. De frente para elas, houve comunicação. Desenhos, figuras, letras, constataram esse elo. “Seria pra mim?” Pensei, “só podia ser, só estávamos nós”, uma infinidade azul com manchas brancas se mexendo, se transformando a cada instante, e eu.
Animais, rostos, palavras. Tudo em simbiose com meus pensamentos. De repente, uma fruta. “Será que estou com fome?” De novo. “Vem de mim, de dentro de mim? Ou elas contatando?”. Só sei que era maravilhosa aquela transmissão de mente e imagens.
Ficamos muito tempo ali. A escuridão já queria se fazer. Conversamos, trocamos idéia. Viajei, imaginei. Exigi. Foi sem querer! Tarde demais! Pedi perdão. Só quis viver no mundo das nuvens. Sem tristeza, sem sofrimento.
“Fuga”. Ela disse, “seu mundo é aí, real, os sonhos devem ser realizados nele, não fora”.
Em sinal de zanga, se juntaram, ficaram escuras. Caiu uma tempestade. “Meus sonhos foram por água abaixo”, pensei. Então entendi, elas caíram e se juntaram a mim.
Deliciei-me, me molhei. Compreendi. Os sonhos não se vão, são transformados em realidade.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Dançando com Deus



Louvar e adorar a Deus, é para mim, a maior forma de edificar o Seu nome. É quando me achego a Ele, contudo, meu alimento! No Espírito; encontro forças, abrigo, certeza. Ao comentar com irmãos da convicção de minha salvação quando morrer vejo estranheza; pois eu digo; essa é a única certeza que tenho, é meu consolo. Ah! Não! Não é porque sou boazinha e faço tudo certo não, mas sim pela convicção do que Ele fez por mim, foi crucificado, morto, mas ressuscitou; selando assim, com Seu martírio, a aliança comigo, pagando meus pecados e me salvando. É pela graça e não pelas obras.
O sol nasce para todos, as aflições também, só depende de como as enfrentamos, com ou sem Deus, de qualquer forma Ele não vai deixar de ser quem É.
Louvo, louvo, adoro; não tem hora, não tem lugar.
Pleno lugar de trabalho, duas horas da tarde; cantando e dançando como se com Jesus, ouvi, “Deus é maior que você, você está dançando como se Ele fosse do seu tamanho, respondi, “não, Ele é do tamanho de cada um de nós e ao mesmo tempo do tamanho de todos nós juntos; na minha pequenez Ele se moldou para me abraçar, era essa a música que juntos dançávamos, “Abraça-me, abraça-me com Seus braços de amor”, envolvi-me então naquele abraço, meu coração se acalmou; compassado, cantei, “quero ser como criança, Ti amar pelo que És, voltar à inocência e acreditar em Ti”.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Depressão



Com as mãos ao volante estrada afora, uma placa se estampa à minha frente com os dizeres, “cuidado, pista em depressão”! Pensei, “é, a coisa está feia, até o asfalto hoje em dia está deprimido”!
Brincadeiras à parte. Espiritual, emocional, deficiência física; qual desses fatores será a causa para essa doença do século ou da atualidade?! Tristeza, insônia, falta de apetite, dor no peito e nenhuma força para prosseguir. E esses e muitos outros são os sintomas desse mau que assola alguns seres humanos que foram criados com outro intuito; o de serem felizes, amarem e serem amados.
E para servirem ao próximo e a um Deus criador que os fez com tanto esmero e perfeição deu-lhes o paraíso. Um planeta lindo, pronto para uso. Mas essa criatura, desde o primeiro deles começou errando, fazendo tudo errado. Sem cobertura! Ficou ao léu, desguarnecido. Livre arbítrio, personalidade, beleza e muito mais lhe foi dado para enxergar a magnitude do criador. No entanto, se permanece nos maus caminhos. “A paz eu vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá”, disse Ele. Nem assim!
O desenvolvimento, a tecnologia dá, por vezes, a sensação de se estar ficando para trás. Também a falta de dinheiro, posição; inclusive saúde e aparência, seguimentos que dão grande importância para tal. Aí, o efeito colateral, a depressão. Imagens animadas, estagnadas, levadas para dentro de casa; impossível não fazer comparações. Protótipos de modelos esculturais ditadas pela moda, nem sempre naturais, estampadas até nossas vistas. Televisão, revistas, outdoors. Figuras, matéria, nada se vê do interior, do sobrenatural nos levam a comparações.
Consumismo desenfreado; poucos com muito e muitos com pouco. Leva à fraqueza; toca, fere o ego dos mortais, e então, o corpo não processa de maneira correta, não distribui igualmente, cai na tentação, se desespera. Tal e qual o que o dia a dia de uma vida do século 21, no que parece, quer dizer, quer passar!
Mas um fato essencial que pode mudar tudo isso, poucos também tem acesso. Que pena!
A morte de um “Senhor” que se entregou para mudar, transformar a vida de toda a criatura; Jesus. Ele, somente Ele pode tirar sua depressão, “e de grátis”, e até dá libertação e salvação eterna, não é demais!! Conheça esse benefício e tudo se fará novo em sua vida.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Bullying



O sol estava quente que até atordoava meus pensamentos, esses já avariados pelos últimos acontecimentos escolares sofridos pelo meu filho, o bullying. Palavra difícil que me fez pesquisar para me interar melhor de seu significado. De origem inglesa, quer dizer, usar de força ou poder para intimidar. Mas eu designo de maneira diferente; ignorância.
Uma hora da tarde, todos os dias levo meu filho de doze anos até a escola. Estadual, não tenho renda suficiente para o estudo particular. Mas acredito que não faria diferença alguma. Juventude, adolescência, “aborrecência”. Falta de amor, respeito pelo próximo agora tem nome. É, por que agora tudo é permitido por se estar jovem? Talvez, “burrecência”, só falta o coice para se transformarem em animais por tamanha violência. Pela complacência de pais e educadores, que por vontade própria ou impedidos por ordens superiores, de educarem seres permissivos.
Meu filho está com medo, com pavor, literalmente, de ir para o lugar onde deveria se sentir seguro. Se é investimento para o futuro, onde vamos chegar assim! O meu menino tem de ser levado, empurrado, para a escola. E quantos mais! Cheguei a pensar, será que esse sol que nos cobre está fritando o cérebro dos seres que deveriam ser humanos? O buraco na camada de ozônio está permitindo a entrada do raio ultravioleta na terra mais que o normal e está afetando os sentidos dos racionais. Será que é isso? Não é possível que pessoas em seu estado consciente possam tratar, ou melhor, maltratar seu semelhante com tanto descaso, numa corrente de tortura física e psicológica sem dar atenção a danos e traumas imediatos e vindouros em seu íntimo? É, e dos próprios também, provavelmente.
Esse fenômeno de ordem e natureza social e moral que vem se alastrando pela sociedade como rastilho de pólvora, está desestruturando crianças, por que é isso que elas são. Não passam de crianças mal educadas, mimadas que querem inadequadamente, claro, dominar, manipular outras que, menores ainda que elas mesmas se subjugam. Gente miúda, indefesa, submissa que se entrega por não ter força suficiente para lutar contra implicâncias infundadas. Exclusão, zoação, e apelidos pejorativos tornando-as mais intimidadas e com a auto-estima mais baixa do que carregam consigo.
O meu e o filho de outras pessoas sofrem, e muitos ainda irão sofrer se não dermos um basta, e agora, nessa reação vergonhosa e sem precedentes contra meninos e meninas que um dia adultos, podem desenvolver problemas psicológicos, bem como vingança e até, que Deus nos livre, suicídio. Quando não é precedido de homicídio. Não é exagero não. Estamos vendo aí, a toda hora na TV. Talvez enxerguemos como filmes de terror ou ficção que não nos alcança. Mas está chegando perto, cada dia mais perto. É real, muito real. Quando se vê através de uma telinha, por mais comovidos que fiquemos; não nos atinge. Não é com os nossos. Não nos atinge. Mas, se belisque! É; junte seus dedos e torça sua pele para ver como doe. É assim e muito pior com os que suportam, e não suportam mais os atingidos por esta casta de pretensiosas “crianças”.
“Brincadeiras da idade”. Não! Onde estão as de pique bandeira, esconde esconde,rodinha, passa anel, da infância desses adultos que teimam em não corrigir esse desatino. Essas sim são da idade. Como será o futuro! Ao caminhar assim, esses abusadores de hoje serão o que amanhã! Os abusados problemáticos! Resta-nos temer pelo futuro. Que no mínimo, incerto!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mamãe



Minha mãe era linda. Alta, de olhos claros. Cabelos louros, ou marrons; desculpe, eu não sei ao certo. O caso é que convivi com ela bem pouco; para ser exata, 5 anos, sete meses e meio. Os 5 anos foram de vida, da minha vida. O restante faz parte do tempo em que estive em seu ventre. Deu para entender, não é? Nasci prematura. É que foi tão pouco nossa estada juntas que me agarro às migalhas do tempo que estive perto dela! Com 29 anos ela se foi! Minhas irmãs mais velhas contam como era minha relação com ela. Só me sobrou isso! Histórias!
Magrinha, pequenina para a idade e bem lourinha, eu era. A ponto de ela me mimar pensando ser eu uma frágil criaturinha.
Branquinha; era como ela me chamava. E eu, passava álcool em suas costas, todos os dias. Ai que vergonha contar isso, mas dizem as “más línguas” que eu a perguntava, “quanto à senhora vai me pagar por isso”? Eh! Mesmo assim ela me mantinha a seu lado, perto da cama, o tempo todo. Lugar de onde dirigia a casa, os 7 filhos e sua última gravidez. Ela tinha leucemia. Faleceu um dia após dar a luz à última, uma menina; que não vem ao caso. Quero falar de mim com ela! Só eu e ela!
Da cama a qual permaneceu até o fim, mas que lhe proporcionou dias a mais por ali descansar, mandava e desmandava na família, tinha ajudantes, mas sua era a palavra final, ai de quem não obedecesse, voavam chinelos por todos os lados! Ela era bem rígida!
Se eu me lembro de alguma coisa? Qual nada, tudo que aqui já disse são informações angariadas ao longo dos anos por curiosidade, perdão e amor meu por ela.
A partir do dia que, na minha mente, claro! Ela “misteriosamente” desapareceu, por que para mim ninguém explicou nada, talvez eu não fosse entender mesmo! Fiquei meio perdida a procurá-la!! Meu pai; acho que mais atordoado que os próprios filhos; tratou rapidinho de arrumar outra mãe para sua prole órfã.
Eu era do meio. Não entendia, mas também não deixava de entender. “Quem seria àquela que me arrumara e me pusera à sua frente como dama de honra a levar as alianças em seu enlace com meu próprio pai”! Perguntava-me eu!
O fato foi que, minha mãe tinha ido embora e outra mulher ocupara seu lugar e me obrigara a chamá-la pelo nome sagrado em que só abrira a boca para chamar, a mulher que me dera à luz. Mamãe!
Se tudo aquilo estava certo ou não, não me cabe julgar. Demorei, sofri, mas com o tempo dei a mão à palmatória e a chamei, mãe! Acreditem foi o que amainou a confusão da minha mente e abrandou a sensação de abandono que me cercava.
Dizem que mãe é aquela que cria! Concordo! No entanto, no meu caso sou agradecida, tive duas. A que me gerou e a que me criou, e sei que se pudesse a mãe que me teve em seu ventre também expressaria sua gratidão àquela que gentilmente tomou para si a sina de criar filhos que não eram de seu sangue, mas que os recebeu como se o fossem. Obrigada mamães, amo vocês duas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

José Alencar


José Alencar Gomes da Silva, já na situação de ex-Vice Presidente da República Federativa do Brasil, morre aos 79 anos de idade. Há pouco passou da condição de Vice Presidente para ex. Nesse mesmo cargo por dois mandatos, foi decisivo para que se cumprissem. Simpático, alegre, antes de tudo, honesto, visionário e com credibilidade suficiente para garantir tal feito. Político sim, não no significado pejorativo, mas no real. Exerceu a arte de bem governar. As viagens do presidente em exercício fizeram valer um antigo sonho. Ser presidente. Interino por 503 dias; realizou o ensejo. Olha que foi recorde de tempo. Ninguém conseguiu, até agora, tal façanha. Esse grande homem do povo, que faz parte do povo, fechou seus olhos em definitivo para o mundo e para a vida política dia 29 de março de 2011. Mas não quero falar de sua vida como candidato ou de seu mandato, mas sim do mineiro, do homem José Alencar. Guerreiro, diga-se de passagem. Grande nacionalista, então senador federal em 1997 descobriu os primeiro tumores. Câncer. Minas Gerais, povo bom. Aí está a prova. O que não me deixa mentir! Esse ilustre mineiro de Muriaé também pode ser chamado homem de fibra, garra, sobretudo, forte. Lutou bravamente pela vida durantes os 14 anos acometido pela doença. Desde então. Viveu entre idas e vindas a hospitais, internações, cirurgias, UTIs. A quimioterapia não o abalava! Trazia fé! A certeza da recuperação. Isso fez diferença! E como fez! Resistia a tudo com uma força sobrenatural. E era! Era Deus sabendo de sua importância, precisão e exemplo aqui na terra. O grande empresário que amava a política, era também uma pessoa comum. Simples como seus compatriotas, amigos, funcionários e parentes gostam de dizer. Com seu conhecido bom humor fazia troça de tudo. Dizia, “se eu fosse doutor o Lula não teria me chamado para ser vice dele, e ele ainda me dizia, somos dois analfabetos” e ria! É; ele era um ser humano inigualável, indelével, como diria nossa Presidente Dilma. E o é, Sr. José Alencar! Inesquecível! Amável, com seu sempre aparente sorriso e frases engraçadas. Às vezes sério. Mas só às vezes. Levava tudo muito a sério. A fé em Deus lhe exalava pelos poros. Certa feita, “Deus não precisa de um câncer para me levar”! Ele sabia que existe o tempo de Deus! E agradecia! Como agradecia as bênçãos que recebia. “Pena que nem todo mundo tem a sorte de, quando doente, ter pessoas que as tratem como vocês me tratam”! Dizia. Ê José Alencar! Ele era incorrigível! Ninguém podia com ele! Tinha resposta e resolução para tudo; até mesmo para a morte, pois não a temia. Temia sim a desonra. E ele saiu de cena com ela intacta!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Aos Olhos de Deus


Bem; eu sou loira, alta, magra e de olhos verdes. É; talvez não tão alta assim, e meus olhos são castanhos claros! Como? Ah! Porque menti? Nem sei ao certo. Provavelmente por querer estar dentro dos padrões de beleza do mundo de hoje. Se esse é meu ideal? Pois é, é aí mesmo que quero chegar! O que é a beleza ideal? Como é a beleza ideal! Onde nós, seres humanos queremos chegar com esses valores fantasiosos, imaginários que de tão superficiais que com apenas um olhar nos achamos agredidos quando não são nossos impostos “padrões”. Não nos damos conta que, do que se vê hoje, amanhã pode não ser! É relativo; não permanente. O que somos? Para onde vamos? Essas perguntas sim; deveriam ditar metas, porque são ideais nossos “aos olhos de Deus”. A nossa estadia por esse planeta, maravilhoso sim, mas não eterno para nós, é curta, é como uma conexão, traslado, baldeação. Depende apenas do veículo em que se estaciona aqui, o que dá no mesmo. Uns tomam para si grande importância por desembarcarem de navio ou avião. Tolo é quem se julga superior por aqui ser abastado; o desembarque pode ser diferente de pessoa para pessoa, mas diferentemente de uma viagem normal, no embarque final, o corpo, é; aquele ao qual se dá tanta ênfase e notoriedade, acaba na mesma moradia de altas magras ou baixas e gordas, ricas ou pobres. Significância aos olhos humanos. O que dá mais significado à sua vida? Se quer enxergar além, voar mais alto, fazer a diferença, comece hoje, agora, a se policiar, resguardar seus pensamentos e andar segundo os olhos de Deus. Ele não te olha pela aparência ou opulência e abundância de bens. Ele vê seu coração, suas ações. O que há com o ser humano que está perdendo a essência, jogando fora valores como amor incondicional! Busque olhar seu semelhante pela ótica espiritual, onde o caminho leva além das fronteiras físicas; campo meramente humano. O espiritual, quando entronizado com Deus, nos leva a patamares sobrenaturais; com isso, enxergar a grandeza e imponência de ter sido presenteado com a vida. Quando se olhar no espelho não se encape com ambições e rótulos dos homens, pode não ser seu número. Descortine, dispa-se do natural e coloque suas vestes “aos olhos de Deus” e, faça o mesmo com seu semelhante porque Ele vai sim inclinar sua face para você. Como te verá?