terça-feira, 11 de maio de 2010

Entrevista



  • Um nome: - Jesus Cristo.

  • Uma palavra: - Salvação. O maior presente que se pode receber; é imortalidade com Deus.

  • Um Lugar: - O céu.

  • Está bem. Uma cidade: - Jerusalém.

  • Amor: - Deus.

  • Defina Deus: - Absolutamente tudo.

  • Família: - Dádiva divina com retribuição à graça recebida; filhos.

  • Filhos: - Filhos! Como sabê-los se não tê-los! Sangue do nosso sangue, amor de Deus personificado para darmos continuação ao legado a nós conferido pelo Altíssimo.

  • Amizade: - Sentimento de afeição, dedicação e respeito próximo.

  • Um objetivo: - Alcançar vida eterna.

  • Seu anseio: - Viver eternamente com Deus.

  • Seu prazer: - Adorar ao Senhor.

  • Uma música: - Qualquer louvor.

  • Sua idade: - A que Deus me permitiu ter até agora.

  • Até quando: - Até cumprir os propósitos Dele.

  • O que significa o tempo pra você: - Aprendizado.

  • E o que é a vida: - Viemos aqui para fazermos nossa escolha.

  • Já fez a sua?: - Sem dúvida, quero voltar para os braços do Pai.

  • O que é envelhecer pra você, e... te incomoda? - Envelhecer é chegar mais perto de Deus ou não, depende da escolha de cada um. Como já fiz a minha, nao me incomoda em nada.

  • E a morte?: - Passagem dessa vida para a outra.

  • O que é a conversão em sua opinião? - Mudança por discordar, mudança de atitude, mudança de vida.

  • E religião: - Coisa de homem. "Maldito homem que confia no homem". Chega-se a Deus somente pela fé.

  • Batismo: - Nascer de novo.

  • Como se pode nascer de novo sem voltar para a barriga da mãe?: - Nascendo pelo Espírito, se batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

  • Quem é você?: - Não sou mais eu quem vive. Cristo vive em mim.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Irmão do Pai


Ela era magra, franzina e de cabelos negros e longos que quase alcançavam a cintura. Entrou naquela casa grande olhando por tudo, eram em muitos. Pai, mãe, irmãos maiores e menores, ela beirava os 10 anos. Avô, Tia e ele, o irmão de seu pai. Beirava os quarenta. Inteligente; acima da média, solteirão convicto. Talvez uma companheira aqui outra ali. Do norte, rolaram país abaixo até o sul. Temporariamente, até se instalarem, ficaram ali dividindo o lar com aquelas pessoas, parentes sem intimidade, o que viria depois. Intimidade! Talvez ela nem pudesse usar essa palavra, pois ele, o irmão de seu pai a olhava com um pouco mais do que a tal intimidade familiar, ela não entendia! Sentados para ver TV o dito cujo a espreitava por um canudo feito de jornal com sinais de, “estou te vendo”! Ninguém via, ninguém se importava, era como se estivessem só os dois naquela sala lotada. Então, aquele homem iniciou um assédio corporal que sem entender ela pensava serem coincidências; ombro com ombro, “senta aqui pertinho de mim, você é tão bonitinha”! E a mão boba se espalhava à surdina sobre aquele corpinho indefeso. Aqui e ali, no quarto, na sala, na cozinha e frente e trás de sua inocência. Assustada, “será que lhe causo bem ou mal, não sei! Ele se irrita perto de mim, ele gosta de mim ou eu o incomodo, Será? Ninguém fala nada, ninguém me defende ou me explica”. “Vai lá LH faça com ela o que não posso“, gritava ele ao trancá-la com seu primo em um quarto para seu “bel” prazer! Chorando os dois berravam assustados. No quarto dos fundos ela passava roupas meio sem jeito, se lançou para cima dela derrubando-a na cama de casal que lá havia. Aos berros foi salva pela tia que com seu próprio cinto lhe deu uma surra. Ao longo de ano e meio que lá esteve só ela sabia; até mudarem e sua vida se tornar confusa e sem saber o que realmente se passara naquela estadia e com aquela indesejável demonstração de “amor” ao qual vivenciou. Pensando estar livre, suas visitas o deixava irritado; estava fora de seu alcance! “Tia, a senhora está a í? Vô, o senhor está aí?” Sem resposta se embrenhava casa adentro pensando estar só. Era truque. Ela não estava só; atormentava-a até ela conseguir escapar e de novo esperar o tempo amenizar sua angustia. Namorando, casada, com filhos, perfeitos! Com cartazes nas mãos a deixava crer que eles não o seriam se não o fossem com ele. Se afastou de vez! Como? Não! Quase ninguém soube; as famílias não admitem, e na maioria das vezes não tomam nenhuma providência. Lamentável Vergonha!? O tempo é implacável. Doente, no hospital, a pediram a misericórdia de visitá-lo. “Vem aqui dar um abraço! Pegue minha mão”, pediu ele. Teve pena. Um infeliz que de incesto a tio!? Desconfiada toucou suas mãos, mãos que juntamente com ele se foram logo depois daquele último encontro. Hoje ela é feliz e liberta; Ele!? Está nas mãos de Deus, o irmão de seu pai.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

João Hélio


Já era noite. Ele que tinha 6 anos, apenas 6 anos de idade, sentado no banco de trás do carro, parava num semáforo, dia qualquer, noite qualquer, rotina qualquer, não com uma família qualquer, mas com a sua que o amava, e sonhava com ele.
Luz vermelha. Por obediência sua mãe que estava na direção, pára. Mas por desobediência às leis terrenas e as de Deus, bandidos rendem os 4 passageiros do veículo, três adultos estarrecidos saem do carro, João Hélio, uma criança , quase um bebê recém saído das fraldas não consegui soltar o cinto de segurança; desesperadamente a mãe tenta desatar o filho das garras daquele cinto que naquele momento eram as mãos de bandidos desalmados e sem coração. Não consegui.
O carro sai em disparada, acelerando e numa corrida desabalada e sem compaixão com o garoto atado ao cinto e sendo arrastado pelo seu “laço de morte” ruas afora. Sua mãe pede para que seus olhos a enganem!
À medida que o veículo distanciava viam-se os sonhos e os planos daquela criança, com certeza de futuro, se espalhar pelo asfalto. Massa encefálica, neurônios que talvez fizesse o futuro de alguém, quem sabe até de um dos próprios filhos dos meliantes. Braços, pernas atiradas para todos os lados como se fora um boneco de pano.
Avisados por um motoqueiro pensando ser um trágico acidente, foi ameaçado! Revolveres em punho.
Deus tenha misericórdia desse mundo imundo!
Rastros de sangue, marcas da brutalidade cometida por “rapazes” a um garotinho inocente, ficaram pelos 7 quilômetros e 4 bairros de uma cidade que de linda por natureza se tornou desprovida de alma pela violência .
Ceifado, privado de sua vida, João Hélio se foi. E seus carrascos? Terão direito à vida? Quem decidirá? A sociedade? A justiça? E quanto à atrocidade que cometeram?
Levanta-te Brasil, levanta-te Rio, acordem ou serás uma fábrica de bandidos. Um país, uma cidade, inferno no paraíso.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O Chão vai Tremer!


Cerca de um mês atrás, estamos em março, dia primeiro para ser mais preciso, do ano de 2010, um terremoto devastou o Haiti, pequeno país da América central. Perdas sem conta, sem medida, tristeza! Mortos, feridos, muita destruição; tudo veio abaixo, danos incalculáveis e até inimagináveis a um país que já tinha tão pouco! Placas tectônicas que teimam em se ajustar depois de muito, muito posteriormente a sua formação. Alterações feitas no interior da terra trazendo rupturas na superfície, tremores e bastante dor. Ela se ajeita como quando nos ajeitamos no sofá para uma posição melhor, mais confortável. E o desconforto sobra para a superfície e nessa superfície estamos nós. O mundo não se ateve em esforços nem medidas para ajudar. A comoção foi geral, o mundo enfim olhou para o Haiti. Compaixão, comiseração de todos os cantos da terra. Difícil conter as lágrimas, estancar tamanha devastação. Ainda em recuperação; o chão voltou a tremer. Desta vez não no Haiti, agora no Chile. Um dos maiores na escala Richter. E de novo uma tragédia abala o mundo. Literalmente! Destruição, mortos, feridos e desabrigados, é o que se tem notícia mundo afora. Abalos sísmicos querendo dividir a terra, chuvas alagando, secas esturricando pelo calor intenso, intenso também o frio causando perdas e danos. Temos culpa, não temos culpa. De algumas coisas sim, outras não. Mas amigo leitor, é só abrirmos bem os olhos e ouvidos, o planeta está gritando, sufocado, apavorado. Idade? Não! Ele não é tão velho assim! Mas seus sinais mostram seu desespero, isso é perceptível pelo seu sofrimento; estão aí para todos vermos e ouvirmos, e como um parente doente temos que cuidá-lo, acariciá-lo, dar remédios, talvez seja tarde, o médico chegou tarde, e até os remédios não farão mais efeito, pode até ser que o retarde de uma doença terminal, no entanto o mal já se instalou , isso é notório. Nem sei se “antes tarde do que nunca”, nós o exploramos ao máximo, sugamos até o bagaço. O que fazer! Só nos resta conviver com ele, mesmo sendo nosso tempo derradeiro, ele acaba, nós também, façamos nossa parte, antes que chegue a extreme unção para ele e o apocalipse para nós.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Situação Difícil


Colocar uma pessoa em situação difícil; é o ato de constranger esse alguém; o que indica também certa falta de amor com esse próximo. “E constrangeram um certo Simão Cirineu, que por ali passava, e o fizeram carregar a cruz”. 15-21. Essa é uma passagem bíblica como puderam notar, parte essa da crucificação de Jesus. Esse homem citado, ao qual foi persuadido a ajudar na árdua tarefa de carregar a cruz para Jesus, mesmo que por pouco tempo, diz a bíblia, foi colocado numa situação difícil ao ter que se abaixar para levantar aquela madeira pesada perante a multidão; realizando um serviço que, em tese, não tinha nada a ver com ele. O homem em questão não tinha a menor idéia do que estava fazendo; naquele momento estava apenas envergonhado por ajudar um condenado a levar seu próprio caixão; por que eu? Talvez esse fosse seu pensamento enquanto todos o viam!
E você! O que o faz se sentir constrangido? Não, não fale, vou tentar descrever o que esse tempo em que vivemos retrata o que acabamos de ler: Falta de amor, de respeito, de compaixão! Ajudar alguém deveria ser uma honra. Não porque se está por cima, mas sim por estarmos em perfeita forma e disponíveis aos menos desprovidos; mas não é isso que tem ocorrido. Senti-se vergonha por abraçar os pais em público, mostrar respeito pelos mais velhos, demonstrar amor por um amigo! É o que se vê! Alunos de escola constrangendo seu próprio colega pela natureza diferente. Professores atacados como se carrascos e não ensinadores que os elevam a um patamar mais alto, depredação das escolas depreciando superiores e desvalidando todo seu trabalho.
Existem várias formas de faltar respeito e os seres “humanos” estão se valendo de todas que não deveriam. Desconsideram as diferentes raças como se fosse sua a hegemonia. Arrogância, pois! O preconceito só nos leva a crer na supremacia da ignorância. Deficiência na alma de corpos supostamente perfeitos, porque na física nada mais é que uma figura que se vê. Devereria-se ter sentimento de dignidade e compaixão sempre com o outro. No constrangimento não há virtude, ela se encontra sim na paciência, boa vontade e na honra de servir. Como aquele certo homem do começo, quem nos dera ter a chance de ser útil a alguém de tão grande valor e importância. Olhe à sua volta quem sabe isso pode te acontecer hoje mesmo; pense na cruz e ajude alguém ao invés de constranger esse mesmo.
Ame o próximo como a ti mesmo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O Galo já Cantou!


Quem nunca ouviu, na aurora, às vezes longe! Ás vezes perto! Antes do nascer do sol, o galo cantar. È fascinante não! Despertador natural! Só podia vir de Deus. Eu tenho muitas histórias para contar sobre esse acontecimento sublime que enaltece a vida na terra, você não! Mas espere; primeiro eu conto, depois você, está bem assim?
Pois então! Morando eu em Mogi Mirim, me mudei para a cidade grande, Curitiba, e era quase no centro. Minha primeira noite de sono, qual foi o meu espanto, fui acordada de madrugada, de surpresa, um galo na maior cantoria “cocoricó”. Esperei amanhecer e olhei pela janela, não acreditei. Era uma casinha em meio aos prédios com pato, galinha, cachorro, pé de limão e um galo! Que galo! Que garganta poderosa. No interior, quando acordada os ouvia ao longe, na capital, tão perto, tão majestoso ao avisar o alvor do dia. Os dias foram passando e meu cérebro captando noite após noite a primeira cantata, segunda e por fim eu acordava só nas últimas. Foi muito bom!
E tudo isso me arremeteu à infância e juventude, um cunhado a quem quero muito bem, sempre que nos reuníamos; praia, chácara ou qualquer evento que fosse; no raiar do dia, “o galo já cantou, o galo já cantou...!” Com cantorias e panelaços pela casa, ela nos acordava. Às vezes nem era tão cedo assim, mas para nós parecia antes do próprio galo cantar. Também era muito bom!
Certa feita escrevi uma crônica em memória de um amigo que já se foi; descrevi mesmo sem ver, sua agonia entre a escuridão da noite e o alvorar do dia na indecisão de vida ou morte, escolheu a última e não ouviu o galinho esgoelar anunciando um novo nascer do sol!
No exercito o toque da alvorada vem com de seus soldados tocando lindamente a corneta anunciando mais trabalho e ensinamentos para a defesa de seu país. Com certeza imitando aquele que sem qualquer instrumento o faz tão bem. Um espetáculo na terra.
É, desse despertador natural, presente de Deus, temos muito que falar. “Em verdade te digo; nesta mesma noite, antes que o galo cante três vezes, me negarás”, disse Jesus a Pedro, forte né! Sua função é notória e importante na história da humanidade, um marco na vida de cada um, tenho certeza. Garanto, tanto como para um cego que não vê o nascer do sol, é triste para um surdo não ouvir seu avisar do amanhecer, e sei que cada um de vocês também tem histórias para contar, então sentem em volta da mesa e contem-nas entre si.
Fica aqui uma dica, quando ouvi-lo, agradeça por poder ver mais um milagre da luz natural aflorando vida e antes que ele cante três vezes não negue que há um Senhor lá no céu olhando por nós.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ministro


Com um casal como filhos, um pai e uma mãe pensaram estar concluída sua missão de povoar a terra, mas esse não era o plano do Senhor a quem eles serviam, Deus!
Gerado, já no ventre de sua mãe, o menino se desenvolve, e com ele os planos do Senhor dos Senhores tinha para ele.
Ao nascer, o menino de olhos verdes, se transforma em alegria dos seus. O pai, um pintor de paredes bem sucedido, cria e ensina seus filhos a seguirem Jesus.
Jovenzinho ainda, ele, apelidado ministro, é levado a trabalhar com o pai. E um sentimento de vergonha e orgulho toma conta de seu coração, mas foi crescendo na profissão.
Pais dedicados, filhos estudados, formados. Mas ele, se esmera e se especializa cada dia mais no trabalho que outrora lhe trazera insegurança. Com dedicação e empenho, o serviço com cores e sabores da vida lhe traz segurança e satisfação.
Em meio a seu caminho, o dom que lhe fora dado ainda no ventre de sua mãe, aflora, e com facilidade aprende a tocar violão, e o som que emana de sua garganta mostra ao que veio; louvar, adorar e ministrar de todo seu coração a um Deus de prodígios e maravilhas que cumpre e faz cumprir Seus desígnios.
Ministro, canta e se faz ouvir por todo o templo, levando pessoas a seguir o mesmo Deus ao qual ele serve.
A idade adulta vem, e ele à espera de realizar seus sonhos e pela promessa que Deus tem para ele; mas como, uma vez ainda na carne e sujeito aos benefícios e aos males do mundo, um acidente de percurso atinge seu ouvido esquerdo lhe trazendo dor física e sofrimento na alma. Cuidados, remédios, oração. Muitos se empenharam. Recuperação total! Está nas mãos do Senhor. Mistério ou confiança do Senhor em quem lhe deposita também confiança. Confiança num escolhido, separado Seu que não se abate, mas segui sabendo que o Espírito habita o espírito, mas o corpo e a alma só na glória serão perfeitos. O Deus do impossível torna possível a aceitação de você mesmo, até que venha a ver Sua face. Ele detém toda a perfeição e à Sua sombra deve descansar até o mar se abrir e ele se achegar a Ele. Seus cânticos e adoração o Senhor recebe quando com sua voz a porta se abrir a Ele.