sexta-feira, 22 de outubro de 2010

DNA


DNA é uma substância envolvida na transmissão de caracteres hereditários, das quais trás consigo qualidades físicas ou morais de alguém aos seus descendentes. Na verdade essa sigla é bem conhecida do grande público por ser usada na identificação de indivíduos e em confirmação de paternidade. Já literalmente familiarizados com ela, por seu significado nos mostrar nossa linhagem e afirmar que não somos seres aleatórios e sim parte de um ditado popular “sangue do meu sangue”, essa herança genética nos é apresentada ao nascer pelo nosso corpo e alma que são respectivamente nossa matéria e personalidade. Agora quero entrar na terceira parte de nós, o espírito. O que seria, então, o nosso “DNA” espiritual!! Se com os dois primeiros dotes trazemos particularidades de nossa parentela, o espírito também precisa ser identificado. Qual é, portanto, nosso “DNA espiritual??” Meus amigos leitores, se o DNA terreno nos é importante, instala nossa origem; calculem o eterno que nos regala à eternidade. E diferentemente da do primeiro, no segundo temos escolha, o nosso criador deixa em aberto, Ele abre um parêntese em nossa história, nós é que vamos instituir em nós mesmos esse bem, chamo benfeitoria porque Deus nos criou e nos quer de volta, mas, claro, livre arbítrio; ou estabelecemos O Seu ou de Seu inimigo, não existe meio termo como dizem por aí; lembrem-se, não somos seres aleatórios, que nascemos do nada e vamos para o mais nada ainda, temos propósitos, e uma vez inserido em nós o “DNA espiritual”, não tem volta, a partir do momento que o Senhor soprou em nós a vida, ela jamais sumirá, ela não se evapora, ou se vive com Ele ou sem Ele eternamente. Não é revogável, o primeiro recebemos ao nascer, o segundo que também é irrevogável, ao morremos. Não existe um lugar para indecisos. Registre, marque em si mesmo o DNA de Deus, ele é simples, fácil, e de graça. Ele é o caminho, Ele é a verdade, Ele é a vida, Ele é o nosso DNA espiritual, Ele é JESUS.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Crack


Existem vários craques no Brasil e no mundo. São craques do tênis, vôlei, basquete e principalmente os mais falados; os do futebol. Tem também os craques da vida; pessoas lutadoras, que vencem na raça, se esforçam pelos seus ideais, trazendo melhorias às famílias, e não digo só financeira, resultado de tudo isso; na batalha por um lugar ao sol vêm benefícios de todos os lados.
Os craques do esporte alcançam sempre muito mais que dinheiro e fama, têm que manter o corpo e o bem estar emocional saudáveis, e quanto mais bem elaborado seu trabalho avançam para uma escala maior, até internacional; conhecemos e admiramos muitos casos vitoriosos. Essa é a vantagem de “ser” um craque.
Como deu para notar, no título dessa crônica a palavra em evidência está escrita diferente da que já foi falada até agora; no entanto é com pesar que entro no assunto da palavra título; “crack”. Palavras de mesma pronúncia, gramática e ações tão distintas. Diferentemente do primeiro “craque” comentado aqui, o segundo “crack” é uma, literalmente droga, ruim até quando lamentamos um fato, “que droga!” É, mas ela é pior que isso; é arrasador os malefícios que essa pedra feita da mistura de cocaína e bicarbonato de sódio trás, geralmente fumada é uma forma impura da cocaína que já é, por si só, muito nociva para um ser humano. Calcule, portanto, você prezado leitor o tamanho da defasassem causada a jovens, crianças e se lá mais quantos usuários espalhados por aí afora. Esquinas, becos, ruas, avenidas, às escondidas ou não. Cidades grandes, pequenas, ricos e pobres, esse veneno tem infectado nossa juventude, que pelo andar da carruagem, nem chegarão a ficar adultos ou se chegarem; de que forma?! Embevecidos, arrebatados para um mundo secular, onde nem eles mesmos coordenam?! É espantoso meus amigos, como pode uma geração se entregar por tão pouco. Fuga? Medo? Fraqueza? Ou um “barato”? Aí se tornam dependentes e suas vidas mudam de figura.
O que dizer dos fornecedores?!! Ratos de porão que à surdina vão roubando , afanando, destruindo a longo prazo vidas de inocentes e de pobres coitados sem noção nenhuma de onde estão entrando ou onde vão chegar. Com essa atitude covarde, essas criaturas desprezíveis destroem sonhos e ceifam famílias. Tudo isso por não terem a dignidade do homem, o trabalho; assim se refugiam escravizando até tirar dali a última gota, ultrajando a essência de um ser feito para o bem.
A minha, a sua ou a indignidade de todos nós não adianta, é preciso agir, e isso começa em casa. Sondem, cheguem perto, amem seus filhos, só assim a chance de reação se dará. Não prefira que seu filho tenha um “crack”, mas sim que ele seja um “craque”.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Uma fazenda de Chita


Dona Benê era uma senhora distinta, esposa fiel, mãe presente, dona de casa empenhada. Trazia tudo sob controle. Ótima cozinheira; sua cozinha era um brinco, enfeitada. Pingüim em cima da geladeira, eletrodomésticos com vestes. Hábito, década de 50. Época da páscoa. Religiosa, queria ir à igreja no domingo com seus 7 filhos nos “trinques”, vestidos com elegância. Foi à loja de tecidos e pediu várias fazendas de panos bons para calças, bermudas, camisas, vestido. No acerto de contas se lembrou que precisava vestir sua nova tábua de passar roupas. Pediu uma fazenda de chita, pano barato de algodão estampado. No caso, azul e amarelo. Ao fechar a conta notou uma senhora simples a olhar a chita em suas mãos, “acho que apreciou o tecido”, pensou D. Benê saindo da loja. Duas semanas depois a fiel esposa, mãe devotada vai celebrar a ressurreição de Cristo com toda a tropa. Entra na igreja, Matriz, enche um banco! Minutos antes de começar a cerimônia, entra uma senhora e seu marido que chamou atenção de todos. Sentaram no banco da frente, e também o encheu com 7 meninas, todas impecáveis, rigorosas e igualmente vestidas, inclusive o vestido da mãe e a camisa do pai, com roupas do mesmo pano, chita azul e amarelo. Não tinha como não olhar, era suigêneres. Ou se vê agora ou não terá outra oportunidade. Ao observar a cena que tantos admiravam, D. Benê reconheceu a mãe das garotas e o tecido. Era o próprio, o mesmo ao qual havia vestido a tábua de passar roupas. Provavelmente pelo preço, comprou a peça toda. “Sabe que ficou simpático!” pensou ela. Ao final, como uma família de patinhos que seguem a pata mãe, todos iguais, em uma fila, sem o patinho feio, claro, foram embora seguindo seus genitores. Uma atrás da outra. Lindo de se ver pela elegância e postura da bela e diferente família que formavam.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Um dia de Domingo


Sete horas da manhã. Meus pais me acordam e a todos os meus irmãos. É domingo, dia de piquenique, passeio, descontração. Família reunida, felicidade. Guloseimas, brinquedos, e todos no carro a caminho. Comemoração. Passei de ano, satisfação. Xadrez com meu pai, damas com minha mãe. Beijos, carinho, comida farta. Muita alegria, diversão. Roda gigante, carrinho bate-bate. Fomos ao parque. Quanta emoção. Pescaria, num pesqueiro, peixes reais. Um e outro, um a um devolviam, comoção, preservação. Amigos, gente nova, time de futebol. Gols, gritaria. Sem palavrão. Não se esqueçam, confraternização. Sol apino, descanso, hidratação. Troca de idéias. Meu pai, meu amigão. E então, troquei figurinhas com meus irmãos. Essa é minha família, meu orgulho. Que sensação! Que este dia não acabe não! Horas animadas. A tarde cai. Opa! O ônibus freia. Do subúrbio para a cidade. Zezinho desce, vai para o semáforo, vestido de palhaço, com “malabares” nas mãos. Verde, amarelo, vermelho. Era tudo ilusão. Um dia como “aquele” não é para mim não. Mas se pudesse escolher, ele seria o meu “dia de domingo”.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

PAI


Eu já escrevi sobre o “Dia dos Pais” algumas vezes. Já falei do meu pai, do pai do meu pai, do meu marido como pai, do pai de todo mundo, e também do Deus Pai. Agora vou falar só de “Pai”, do meu pai.
O meu pai se foi cedo, eu ainda era jovenzinha. Ele era engraçado, gostava de nos fazer rir, chorar também, não por querer; acho que ele não foi preparado para ser “Pai”!!! Ele era um menino “adulto”, sem estrutura para tanto. Mesmo assim, o meu “Pai”. Soltava rojão e fazia festa quando cada um de nós nascia, e já pensava no próximo! Ao todo, 12 filhos, noves fora, sobraram 8. Minha mãe, com leucemia, morreu aos 29 anos, um dia após o nascimento da última, eu tinha apenas 5. Ele pirou. Se trancou num quarto e chorou por 3 dias. Mas ainda assim ele era o meu “Pai”. “E agora?” Se perguntou. Casou-se 8 meses depois. Lutou pela vida tendo mais 2 filhos. Era seu modo de dizer: “estou vivo”. Não tinha como “evitar”; vicio, ou tempos de se provar masculinidade; não sei! Ele nem teve culpa, levou a sério “crescei-vos e multiplicai-vos”, é, sei, meio sem responsabilidade, mas ele era o meu “Pai”. Espirituoso, tinha trejeitos de imitador. Alimentava-nos, vestia-nos, embora não cuidava de si mesmo. A vida lhe era estranha, para mim, um peixe que pulou fora d’água. Gente! Ele era o meu “Pai!”
Ao não se cuidar, parecia que andava numa corda bamba, por franqueza ou despreparo, também não sei, ficou seriamente doente. Debilitado, cuidou de nós, todos, aos trancos e barrancos. Queria ardentemente o nosso bem, mas não tinha forças para reagir. Tivemos sim época de vacas gordas, no entanto elas emagreceram de tal forma que nem davam para o abate. Então, pouco antes dele ir-se fomos aprendendo a cuidar de nós mesmos. Ele era inteligente, esperto, mas um pouco de sua vontade foi-se com minha mãe. Ele a amava, e também amava a segunda esposa, na verdade tinha que amar mais a si mesmo para enfrentar uma vida, ou melhor, a vida, ela não dá trégua e acontece mesmo sem consentirmos. Mas ele era o meu “Pai”. Nunca me contou historinhas ou me colocou para dormir, pois sim, eram tantos! Mas descascava uma laranja como ninguém; chupava manga sentado no chão comigo! Era uma criança que esqueceu ou não foi avisado da importância de se trazer uma alma para a terra.
Meu “Pai” não foi meu herói, mas também não foi meu bandido, foi sim um homem, o homem que Deus usou para me dar vida, vida essa a qual agora tenho em abundância. Obrigada pai por ter tido tantos filhos e me dado a chance de viver, te agradeço por estar aqui hoje e poder falar ao mundo do homem cujo codinome era “Telinho”, o meu “Pai”.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nascer de Novo


Se só se vive uma vez, então porque sempre ouvimos: “É, pra você melhorar, só nascendo de novo”! É realmente curioso.
“Manuel é um menino levado, fulano de tal é um criminoso, bandido; aquele ali não presta”, e lá vem o mesmo ditado.
O espiritismo professa a fé em vidas passadas e futuras.
Pensando assim talvez se tenha chance de melhorar, mas infelizmente não é. Só se vive uma vez mesmo. Nada de voltar como sapo, cachorro, recomeçar o processo até se progredir. Isso é balela, devemos respeito a qualquer “religião” ou credo, mas tenho como provar minha teoria, Jesus explicou: “Eu afirmo ao senhor”, disse a Nicodemos, o fariseu, “que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”. “Como pode um velho voltar ao ventre da mãe outra vez?” Pergunta o fariseu. Jesus responde: “É nascendo da água e do espírito. Batismo. O homem nasce fisicamente de pais humanos, mas espiritualmente do Espírito de Deus. Só assim verá a glória de Deus”.
Essa é uma metáfora das mais fundamentais para o entender do homem, muitas delas deveriam ser explicadas para que não se confunda o suco de uva com o vinho, ambos têm a mesma cor, mas distintos sabores e efeitos.
Procure, pesquise, para os ditos populares sempre terá um “livro” que irá te ajudar a entendê-los.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Jabulani


Milhões de espectadores e telespectadores aguardam o início da partida. Ela, lá no centro, do campo e das atenções. Os jogadores, tanto de um como do outro time alongam, se esticam, dão pulinhos para se colocarem em plena forma para, então, começarem o festival de chutes e dribles com ela, a Jabulani. O som do apito e o esticar do braço do árbitro indica o começo do jogo.
Era a estréia da COPA do Mundo de 2010, África do Sul. O país cede é o primeiro a estufar a rede, e daí por diante, uma sucessão de jogos que é o delírio mundial. E nessa união de povos que é uma verdadeira celebração do esporte, essa em particular, teve um show à parte, ela própria, a Jabulani, a “Bola da vez”. De várias cores, 11 no total; com design africano, e nomes das equipes de cada jogo. Ficava num ponto estratégico na entrada dos jogadores, assim o juiz se apoderava dela e a levava ao centro de tudo.
Jabulani que significa literalmente celebrar, foi o que fez, ajudou muitos a celebrarem, uns rirem, outros chorarem. Mas não foi só de alegria ou tristeza não, uns até, pasmem, por desespero!!! Segundo eles, ela tem vontade própria, ou é sobrenatural, sei lá!!! Miravam de um lado, ela ia para o outro; para frente, ela subiiiiiiiiiiiiiiiiiiia!!! E aí vem o efeito que denominei, “Jabulaaaaaaaaaaaaaaaniiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii”! Parecia que ia levantar vôo. E os atacantes entravam em pânico! E bola vai, bola vem, jogo vai, jogo vem. Não tinha acordo, não com ela, por teimosia ou capricho, ganhava quem melhor se dava com ela. Tinham que saber lidar, amaciar, fazer carinho talvez, se enfurecesse e davam um chutão, lá ia ela pelos ares, sem nem mesmo chegar perto do intuito, da direção desejada. Ah! Jabulani; acho que nunca te esqueceremos, será; o antes, e o depois de você, com certeza todos daremos nomes às suas sucessoras. O que na verdade foi fantástico, nessa Copa tiveram shows e shows; na arquibancada, as vuvuzelas com seu barulho ensurdecedor, danças, torcidas organizadas, parecia até desafio, uma mais bonita e caracterizada que a outra, verdadeiramente uma festa, mas nada tão falada quanto ela, a redondinha, dava o que falar! Deram-lhe apelidos, como patricinha, bola de feira, por alegarem que quem a fizera nunca havia jogado futebol, mas para nós espectadores e telespectadores; foi o máximo; nos divertimos e participamos dessa grande celebração e torcemos, até não podermos mais, pois nosso time saiuuuuuuuuuuu!!! Mas não importava, enxugamos as lágrimas e assistimos a tudo, até o final. O meu e o desejo do Brasil inteiro, tenho certeza, é que façamos, também, uma Copa em 2014 de tão grande proporção e alegria como esta.
Parabéns, África do Sul, vocês foram 10, parabéns “Jo’bulani” , seu nome e contornos dourados em homenagem na Joanesburgo apelidada “City of Gold” (cidade de ouro), palco da última partida.
A Espanha que com sua campanha levou a melhor, a Copa e de lambuja vai ser sempre lembrada pela primeira bola que foi uma verdadeira “Celebração”, a “Jabulani.