domingo, 14 de agosto de 2011

Resgatando a Essência



É com muita felicidade que venho informar aos leitores e seguidores do meu blog, que pela honra de Deus estou lançando meu primeiro livro, Resgatando a Essência. No qual venho compartilhar a forma de se resgatar o que foi perdido com a modernidade, a essência.




Lançamento do livro: Resgatando a Essência



Data: 01 de outubro de 2011 às 20:00hrs.


Local: Centro Cultural - Avenida Santo Antônio, 430. Mogi Mirim - SP



Também está a venda nos links abaixo.












Espero que aprecie e se envolva com a leitura!


Obrigada.






segunda-feira, 25 de julho de 2011

No mundo das Nuvens



Tarde ensolarada, descansava na grama de meu jardim. Percebi nuvens se movimentando no céu. Deitei. De frente para elas, houve comunicação. Desenhos, figuras, letras, constataram esse elo. “Seria pra mim?” Pensei, “só podia ser, só estávamos nós”, uma infinidade azul com manchas brancas se mexendo, se transformando a cada instante, e eu.
Animais, rostos, palavras. Tudo em simbiose com meus pensamentos. De repente, uma fruta. “Será que estou com fome?” De novo. “Vem de mim, de dentro de mim? Ou elas contatando?”. Só sei que era maravilhosa aquela transmissão de mente e imagens.
Ficamos muito tempo ali. A escuridão já queria se fazer. Conversamos, trocamos idéia. Viajei, imaginei. Exigi. Foi sem querer! Tarde demais! Pedi perdão. Só quis viver no mundo das nuvens. Sem tristeza, sem sofrimento.
“Fuga”. Ela disse, “seu mundo é aí, real, os sonhos devem ser realizados nele, não fora”.
Em sinal de zanga, se juntaram, ficaram escuras. Caiu uma tempestade. “Meus sonhos foram por água abaixo”, pensei. Então entendi, elas caíram e se juntaram a mim.
Deliciei-me, me molhei. Compreendi. Os sonhos não se vão, são transformados em realidade.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Dançando com Deus



Louvar e adorar a Deus, é para mim, a maior forma de edificar o Seu nome. É quando me achego a Ele, contudo, meu alimento! No Espírito; encontro forças, abrigo, certeza. Ao comentar com irmãos da convicção de minha salvação quando morrer vejo estranheza; pois eu digo; essa é a única certeza que tenho, é meu consolo. Ah! Não! Não é porque sou boazinha e faço tudo certo não, mas sim pela convicção do que Ele fez por mim, foi crucificado, morto, mas ressuscitou; selando assim, com Seu martírio, a aliança comigo, pagando meus pecados e me salvando. É pela graça e não pelas obras.
O sol nasce para todos, as aflições também, só depende de como as enfrentamos, com ou sem Deus, de qualquer forma Ele não vai deixar de ser quem É.
Louvo, louvo, adoro; não tem hora, não tem lugar.
Pleno lugar de trabalho, duas horas da tarde; cantando e dançando como se com Jesus, ouvi, “Deus é maior que você, você está dançando como se Ele fosse do seu tamanho, respondi, “não, Ele é do tamanho de cada um de nós e ao mesmo tempo do tamanho de todos nós juntos; na minha pequenez Ele se moldou para me abraçar, era essa a música que juntos dançávamos, “Abraça-me, abraça-me com Seus braços de amor”, envolvi-me então naquele abraço, meu coração se acalmou; compassado, cantei, “quero ser como criança, Ti amar pelo que És, voltar à inocência e acreditar em Ti”.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Depressão



Com as mãos ao volante estrada afora, uma placa se estampa à minha frente com os dizeres, “cuidado, pista em depressão”! Pensei, “é, a coisa está feia, até o asfalto hoje em dia está deprimido”!
Brincadeiras à parte. Espiritual, emocional, deficiência física; qual desses fatores será a causa para essa doença do século ou da atualidade?! Tristeza, insônia, falta de apetite, dor no peito e nenhuma força para prosseguir. E esses e muitos outros são os sintomas desse mau que assola alguns seres humanos que foram criados com outro intuito; o de serem felizes, amarem e serem amados.
E para servirem ao próximo e a um Deus criador que os fez com tanto esmero e perfeição deu-lhes o paraíso. Um planeta lindo, pronto para uso. Mas essa criatura, desde o primeiro deles começou errando, fazendo tudo errado. Sem cobertura! Ficou ao léu, desguarnecido. Livre arbítrio, personalidade, beleza e muito mais lhe foi dado para enxergar a magnitude do criador. No entanto, se permanece nos maus caminhos. “A paz eu vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá”, disse Ele. Nem assim!
O desenvolvimento, a tecnologia dá, por vezes, a sensação de se estar ficando para trás. Também a falta de dinheiro, posição; inclusive saúde e aparência, seguimentos que dão grande importância para tal. Aí, o efeito colateral, a depressão. Imagens animadas, estagnadas, levadas para dentro de casa; impossível não fazer comparações. Protótipos de modelos esculturais ditadas pela moda, nem sempre naturais, estampadas até nossas vistas. Televisão, revistas, outdoors. Figuras, matéria, nada se vê do interior, do sobrenatural nos levam a comparações.
Consumismo desenfreado; poucos com muito e muitos com pouco. Leva à fraqueza; toca, fere o ego dos mortais, e então, o corpo não processa de maneira correta, não distribui igualmente, cai na tentação, se desespera. Tal e qual o que o dia a dia de uma vida do século 21, no que parece, quer dizer, quer passar!
Mas um fato essencial que pode mudar tudo isso, poucos também tem acesso. Que pena!
A morte de um “Senhor” que se entregou para mudar, transformar a vida de toda a criatura; Jesus. Ele, somente Ele pode tirar sua depressão, “e de grátis”, e até dá libertação e salvação eterna, não é demais!! Conheça esse benefício e tudo se fará novo em sua vida.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Bullying



O sol estava quente que até atordoava meus pensamentos, esses já avariados pelos últimos acontecimentos escolares sofridos pelo meu filho, o bullying. Palavra difícil que me fez pesquisar para me interar melhor de seu significado. De origem inglesa, quer dizer, usar de força ou poder para intimidar. Mas eu designo de maneira diferente; ignorância.
Uma hora da tarde, todos os dias levo meu filho de doze anos até a escola. Estadual, não tenho renda suficiente para o estudo particular. Mas acredito que não faria diferença alguma. Juventude, adolescência, “aborrecência”. Falta de amor, respeito pelo próximo agora tem nome. É, por que agora tudo é permitido por se estar jovem? Talvez, “burrecência”, só falta o coice para se transformarem em animais por tamanha violência. Pela complacência de pais e educadores, que por vontade própria ou impedidos por ordens superiores, de educarem seres permissivos.
Meu filho está com medo, com pavor, literalmente, de ir para o lugar onde deveria se sentir seguro. Se é investimento para o futuro, onde vamos chegar assim! O meu menino tem de ser levado, empurrado, para a escola. E quantos mais! Cheguei a pensar, será que esse sol que nos cobre está fritando o cérebro dos seres que deveriam ser humanos? O buraco na camada de ozônio está permitindo a entrada do raio ultravioleta na terra mais que o normal e está afetando os sentidos dos racionais. Será que é isso? Não é possível que pessoas em seu estado consciente possam tratar, ou melhor, maltratar seu semelhante com tanto descaso, numa corrente de tortura física e psicológica sem dar atenção a danos e traumas imediatos e vindouros em seu íntimo? É, e dos próprios também, provavelmente.
Esse fenômeno de ordem e natureza social e moral que vem se alastrando pela sociedade como rastilho de pólvora, está desestruturando crianças, por que é isso que elas são. Não passam de crianças mal educadas, mimadas que querem inadequadamente, claro, dominar, manipular outras que, menores ainda que elas mesmas se subjugam. Gente miúda, indefesa, submissa que se entrega por não ter força suficiente para lutar contra implicâncias infundadas. Exclusão, zoação, e apelidos pejorativos tornando-as mais intimidadas e com a auto-estima mais baixa do que carregam consigo.
O meu e o filho de outras pessoas sofrem, e muitos ainda irão sofrer se não dermos um basta, e agora, nessa reação vergonhosa e sem precedentes contra meninos e meninas que um dia adultos, podem desenvolver problemas psicológicos, bem como vingança e até, que Deus nos livre, suicídio. Quando não é precedido de homicídio. Não é exagero não. Estamos vendo aí, a toda hora na TV. Talvez enxerguemos como filmes de terror ou ficção que não nos alcança. Mas está chegando perto, cada dia mais perto. É real, muito real. Quando se vê através de uma telinha, por mais comovidos que fiquemos; não nos atinge. Não é com os nossos. Não nos atinge. Mas, se belisque! É; junte seus dedos e torça sua pele para ver como doe. É assim e muito pior com os que suportam, e não suportam mais os atingidos por esta casta de pretensiosas “crianças”.
“Brincadeiras da idade”. Não! Onde estão as de pique bandeira, esconde esconde,rodinha, passa anel, da infância desses adultos que teimam em não corrigir esse desatino. Essas sim são da idade. Como será o futuro! Ao caminhar assim, esses abusadores de hoje serão o que amanhã! Os abusados problemáticos! Resta-nos temer pelo futuro. Que no mínimo, incerto!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mamãe



Minha mãe era linda. Alta, de olhos claros. Cabelos louros, ou marrons; desculpe, eu não sei ao certo. O caso é que convivi com ela bem pouco; para ser exata, 5 anos, sete meses e meio. Os 5 anos foram de vida, da minha vida. O restante faz parte do tempo em que estive em seu ventre. Deu para entender, não é? Nasci prematura. É que foi tão pouco nossa estada juntas que me agarro às migalhas do tempo que estive perto dela! Com 29 anos ela se foi! Minhas irmãs mais velhas contam como era minha relação com ela. Só me sobrou isso! Histórias!
Magrinha, pequenina para a idade e bem lourinha, eu era. A ponto de ela me mimar pensando ser eu uma frágil criaturinha.
Branquinha; era como ela me chamava. E eu, passava álcool em suas costas, todos os dias. Ai que vergonha contar isso, mas dizem as “más línguas” que eu a perguntava, “quanto à senhora vai me pagar por isso”? Eh! Mesmo assim ela me mantinha a seu lado, perto da cama, o tempo todo. Lugar de onde dirigia a casa, os 7 filhos e sua última gravidez. Ela tinha leucemia. Faleceu um dia após dar a luz à última, uma menina; que não vem ao caso. Quero falar de mim com ela! Só eu e ela!
Da cama a qual permaneceu até o fim, mas que lhe proporcionou dias a mais por ali descansar, mandava e desmandava na família, tinha ajudantes, mas sua era a palavra final, ai de quem não obedecesse, voavam chinelos por todos os lados! Ela era bem rígida!
Se eu me lembro de alguma coisa? Qual nada, tudo que aqui já disse são informações angariadas ao longo dos anos por curiosidade, perdão e amor meu por ela.
A partir do dia que, na minha mente, claro! Ela “misteriosamente” desapareceu, por que para mim ninguém explicou nada, talvez eu não fosse entender mesmo! Fiquei meio perdida a procurá-la!! Meu pai; acho que mais atordoado que os próprios filhos; tratou rapidinho de arrumar outra mãe para sua prole órfã.
Eu era do meio. Não entendia, mas também não deixava de entender. “Quem seria àquela que me arrumara e me pusera à sua frente como dama de honra a levar as alianças em seu enlace com meu próprio pai”! Perguntava-me eu!
O fato foi que, minha mãe tinha ido embora e outra mulher ocupara seu lugar e me obrigara a chamá-la pelo nome sagrado em que só abrira a boca para chamar, a mulher que me dera à luz. Mamãe!
Se tudo aquilo estava certo ou não, não me cabe julgar. Demorei, sofri, mas com o tempo dei a mão à palmatória e a chamei, mãe! Acreditem foi o que amainou a confusão da minha mente e abrandou a sensação de abandono que me cercava.
Dizem que mãe é aquela que cria! Concordo! No entanto, no meu caso sou agradecida, tive duas. A que me gerou e a que me criou, e sei que se pudesse a mãe que me teve em seu ventre também expressaria sua gratidão àquela que gentilmente tomou para si a sina de criar filhos que não eram de seu sangue, mas que os recebeu como se o fossem. Obrigada mamães, amo vocês duas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

José Alencar


José Alencar Gomes da Silva, já na situação de ex-Vice Presidente da República Federativa do Brasil, morre aos 79 anos de idade. Há pouco passou da condição de Vice Presidente para ex. Nesse mesmo cargo por dois mandatos, foi decisivo para que se cumprissem. Simpático, alegre, antes de tudo, honesto, visionário e com credibilidade suficiente para garantir tal feito. Político sim, não no significado pejorativo, mas no real. Exerceu a arte de bem governar. As viagens do presidente em exercício fizeram valer um antigo sonho. Ser presidente. Interino por 503 dias; realizou o ensejo. Olha que foi recorde de tempo. Ninguém conseguiu, até agora, tal façanha. Esse grande homem do povo, que faz parte do povo, fechou seus olhos em definitivo para o mundo e para a vida política dia 29 de março de 2011. Mas não quero falar de sua vida como candidato ou de seu mandato, mas sim do mineiro, do homem José Alencar. Guerreiro, diga-se de passagem. Grande nacionalista, então senador federal em 1997 descobriu os primeiro tumores. Câncer. Minas Gerais, povo bom. Aí está a prova. O que não me deixa mentir! Esse ilustre mineiro de Muriaé também pode ser chamado homem de fibra, garra, sobretudo, forte. Lutou bravamente pela vida durantes os 14 anos acometido pela doença. Desde então. Viveu entre idas e vindas a hospitais, internações, cirurgias, UTIs. A quimioterapia não o abalava! Trazia fé! A certeza da recuperação. Isso fez diferença! E como fez! Resistia a tudo com uma força sobrenatural. E era! Era Deus sabendo de sua importância, precisão e exemplo aqui na terra. O grande empresário que amava a política, era também uma pessoa comum. Simples como seus compatriotas, amigos, funcionários e parentes gostam de dizer. Com seu conhecido bom humor fazia troça de tudo. Dizia, “se eu fosse doutor o Lula não teria me chamado para ser vice dele, e ele ainda me dizia, somos dois analfabetos” e ria! É; ele era um ser humano inigualável, indelével, como diria nossa Presidente Dilma. E o é, Sr. José Alencar! Inesquecível! Amável, com seu sempre aparente sorriso e frases engraçadas. Às vezes sério. Mas só às vezes. Levava tudo muito a sério. A fé em Deus lhe exalava pelos poros. Certa feita, “Deus não precisa de um câncer para me levar”! Ele sabia que existe o tempo de Deus! E agradecia! Como agradecia as bênçãos que recebia. “Pena que nem todo mundo tem a sorte de, quando doente, ter pessoas que as tratem como vocês me tratam”! Dizia. Ê José Alencar! Ele era incorrigível! Ninguém podia com ele! Tinha resposta e resolução para tudo; até mesmo para a morte, pois não a temia. Temia sim a desonra. E ele saiu de cena com ela intacta!