quinta-feira, 27 de maio de 2010

O que você faria?


A terra foi criada por Deus que com a mais perfeita das intenções deu-a ao homem para cuidar e usufruir de tudo que colocou nela, com sabedoria, bom senso, e amor, claro!
Entre erros e acertos, o homem, no afã da inteligência de ordens superiores, destruiu sim, mas também criou fatos e artefatos espetaculares, dentre eles um objeto redondo que rolava com um simples toque, surgiu então a bola! Através dessa genial descoberta, que por sinal tem o mesmo formato do planeta criado para nós, o mundo conheceu o entretenimento. Hoje, objeto esférico com ar comprimido usado em muitos esportes. Um deles em especial tem o poder de unir povos e causar fascínio a multidões: o futebol! De origem inglesa, jogado com os pés e disputado por 2 equipes.
Esse esporte é uma unanimidade, estanca guerras, hipnotiza, angaria torcedores sem distinção de raça nem idade, é a alegria da galera. Popular!
Divulgado aos 4 cantos da terra, seu mundial tem fama e paixão declaradas, a Copa. Em seus preliminares, países lutam em jogos dificílimos pela classificação, a tão sonhada vaga para a disputa assistida por todo o planeta. De olhos atentos nesses eventos que a antecedem, torcedores fanáticos seguem de perto as classificatórias de seu e de países adversários. É um esporte único, singular entre as nações.
Estamos agora a 1 mês da Copa de 2010, mas seus preliminares aconteceram ao longo de meses do ano de 2009 e como sempre, bem disputados, discutidos, sofridos: teve muita alegria, tristeza e choro também, ninguém quer ficar de fora. No entanto, foram disputas justas? Limpas? Nunca se sabe ao todo, mas discrepâncias foram notadas, declaradas inclusive.
Em 19 de novembro de 2009, jogo de classificação entre França e Irlanda; Thierry Henry, um Frances de 32 anos deu, literalmente, uma “mãozinha” para a França se classificar conduzindo a bola com a mão esquerda, gol validado pelo juiz, e mais uma vez recebeu batizado de “mão santa”, e ele declarou: “eu não deveria ter feito aquilo, mas foi incontrolável”. França dentro e Irlanda fora. Todo o mundo assistiu inconformado. Fazer o quê?
Em 1986, o famoso Argentino Diego Maradona, pioneiro na façanha, usou a mão e decidiu uma partida contra a Inglaterra, quem diria logo ela, a inventora do futebol, ironia! Também validado pelo juiz, a Argentina leva a taça tão cobiçada e segundo ele próprio: gol feito pela “mão de Deus”. Será? Não! Não foi não meu amigo, lembra do começo dessa crônica? Não é assim que Deus trabalha e nos deixa trabalhar, com certeza absoluta Ele não aprovou e nunca aprovará uma atitude desse gênero, eles deveriam se entregar sim. Difícil? Sem dúvida! Os países aceitariam? Provavelmente não, “futebol é assim mesmo”, diriam. “A voz do povo é a voz de Deus”, ditado popular, mentira; no entanto sei dos problemas que isso acarretaria, mas fica aí meu apelo, a quem queremos agradar, a Deus ou ao homem, então: O que você faria?

terça-feira, 18 de maio de 2010

Chegando em Casa


Uma mulher cumprindo sua tarefa em seu trabalho numa creche; ouve conversa, vai até o corredor e vê um homem com um sorriso iluminado; a felicidade não lhe cabia no peito; queria ver seus três filhos ali recolhidos. Já em casa a mulher emocionada conta para a filha casada a linda história que ouvira; então a história se torna ainda mais linda; vou dividi-la com vocês; desde o começo:
Tenho uma funcionária a quem chamo de amiga. Ela fez inscrição para um sorteio de imóveis; são prédios com apartamentos bons feitos para a população a baixo custo, mensalidades acessíveis. Ela, como tantos outros ansiava estar entre os privilegiados, ou sortudos que receberiam as chaves de um sonho. A casa própria.
O dia chegou; dia esse que ela, e muitos outros inscritos esperavam para mudar o rumo de suas vidas. Ele se estampou límpido, com sol escaldante. Ela saiu mais cedo do serviço, com minha permissão e torcida uniu-se a alguns parentes e amigos também inscritos e lá foi com fé pegar as chaves dos sonhos. O sorteio dá início, a multidão se agita no afã de ouvir seu nome anunciado como vencedores. Não deu! Não deu para ela nem para ninguém a quem conhecia. Ela tem casa, é pequenina, precisa de reforma, mas é dela. Menos mal!
No trabalho eu notei que ela nem estava tão chateada, até elogiei sua postura diante do acontecido. Então me contou sem exitar um dos motivos de sua pronta aceitação.
Um homem, um pai cuja esposa o abandonara com os três filhos para viver com outro o ameaçava tomar as crianças caso não lhe desse o imóvel em que viviam. Atormentado, atordoado e com medo de perder seu bem mais precioso, fugiu com as crianças lhe deixando o espaço livre. No entanto, morando em lugar indevido e longe de parecer um lar, foi denunciado. Acusado injustamente por “vizinhos” alheios aos fatos, perdeu a guarda dos três filhos. Numa creche ele as visitava todos os dias aos prantos. Pai dedicado, a sorte lhe sorriu. Que sorte! Ele estava lá, ele também fizera inscrição, e no meio daquela multidão ávida para que a sorte lhes abrisse caminho, em seu caso não fora ela, a sorte não, ele teve fé e entregou seus anseios e necessidades em algo muito maior; num Deus que presenteia os retos de coração. Sem acreditar no nome anunciado em meio ao falatório, pedia para que lhe confirmassem entre lágrimas que escorriam e um sorriso de dar gosto, ”por favor, repitam, eu preciso ouvir o meu nome e saber que fui honrado!” Beneficiado com um dos apartamentos, emocionado ele foi correndo à creche avisar seus pimpolhos que logo estariam juntos novamente.
Mariana cedeu aos encantos de tal história afirmando que sua vaga fora preenchida por alguém não mais merecedor que ela mais com certeza mais necessitado, pois ele recebera algo indispensável, essencial à sua vida, um lugar onde reuniria de novo sua família. A Mariana! Ela disse de bom grado, “vou esperar minha vez, outra vez!”

terça-feira, 11 de maio de 2010

Entrevista



  • Um nome: - Jesus Cristo.

  • Uma palavra: - Salvação. O maior presente que se pode receber; é imortalidade com Deus.

  • Um Lugar: - O céu.

  • Está bem. Uma cidade: - Jerusalém.

  • Amor: - Deus.

  • Defina Deus: - Absolutamente tudo.

  • Família: - Dádiva divina com retribuição à graça recebida; filhos.

  • Filhos: - Filhos! Como sabê-los se não tê-los! Sangue do nosso sangue, amor de Deus personificado para darmos continuação ao legado a nós conferido pelo Altíssimo.

  • Amizade: - Sentimento de afeição, dedicação e respeito próximo.

  • Um objetivo: - Alcançar vida eterna.

  • Seu anseio: - Viver eternamente com Deus.

  • Seu prazer: - Adorar ao Senhor.

  • Uma música: - Qualquer louvor.

  • Sua idade: - A que Deus me permitiu ter até agora.

  • Até quando: - Até cumprir os propósitos Dele.

  • O que significa o tempo pra você: - Aprendizado.

  • E o que é a vida: - Viemos aqui para fazermos nossa escolha.

  • Já fez a sua?: - Sem dúvida, quero voltar para os braços do Pai.

  • O que é envelhecer pra você, e... te incomoda? - Envelhecer é chegar mais perto de Deus ou não, depende da escolha de cada um. Como já fiz a minha, nao me incomoda em nada.

  • E a morte?: - Passagem dessa vida para a outra.

  • O que é a conversão em sua opinião? - Mudança por discordar, mudança de atitude, mudança de vida.

  • E religião: - Coisa de homem. "Maldito homem que confia no homem". Chega-se a Deus somente pela fé.

  • Batismo: - Nascer de novo.

  • Como se pode nascer de novo sem voltar para a barriga da mãe?: - Nascendo pelo Espírito, se batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

  • Quem é você?: - Não sou mais eu quem vive. Cristo vive em mim.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Irmão do Pai


Ela era magra, franzina e de cabelos negros e longos que quase alcançavam a cintura. Entrou naquela casa grande olhando por tudo, eram em muitos. Pai, mãe, irmãos maiores e menores, ela beirava os 10 anos. Avô, Tia e ele, o irmão de seu pai. Beirava os quarenta. Inteligente; acima da média, solteirão convicto. Talvez uma companheira aqui outra ali. Do norte, rolaram país abaixo até o sul. Temporariamente, até se instalarem, ficaram ali dividindo o lar com aquelas pessoas, parentes sem intimidade, o que viria depois. Intimidade! Talvez ela nem pudesse usar essa palavra, pois ele, o irmão de seu pai a olhava com um pouco mais do que a tal intimidade familiar, ela não entendia! Sentados para ver TV o dito cujo a espreitava por um canudo feito de jornal com sinais de, “estou te vendo”! Ninguém via, ninguém se importava, era como se estivessem só os dois naquela sala lotada. Então, aquele homem iniciou um assédio corporal que sem entender ela pensava serem coincidências; ombro com ombro, “senta aqui pertinho de mim, você é tão bonitinha”! E a mão boba se espalhava à surdina sobre aquele corpinho indefeso. Aqui e ali, no quarto, na sala, na cozinha e frente e trás de sua inocência. Assustada, “será que lhe causo bem ou mal, não sei! Ele se irrita perto de mim, ele gosta de mim ou eu o incomodo, Será? Ninguém fala nada, ninguém me defende ou me explica”. “Vai lá LH faça com ela o que não posso“, gritava ele ao trancá-la com seu primo em um quarto para seu “bel” prazer! Chorando os dois berravam assustados. No quarto dos fundos ela passava roupas meio sem jeito, se lançou para cima dela derrubando-a na cama de casal que lá havia. Aos berros foi salva pela tia que com seu próprio cinto lhe deu uma surra. Ao longo de ano e meio que lá esteve só ela sabia; até mudarem e sua vida se tornar confusa e sem saber o que realmente se passara naquela estadia e com aquela indesejável demonstração de “amor” ao qual vivenciou. Pensando estar livre, suas visitas o deixava irritado; estava fora de seu alcance! “Tia, a senhora está a í? Vô, o senhor está aí?” Sem resposta se embrenhava casa adentro pensando estar só. Era truque. Ela não estava só; atormentava-a até ela conseguir escapar e de novo esperar o tempo amenizar sua angustia. Namorando, casada, com filhos, perfeitos! Com cartazes nas mãos a deixava crer que eles não o seriam se não o fossem com ele. Se afastou de vez! Como? Não! Quase ninguém soube; as famílias não admitem, e na maioria das vezes não tomam nenhuma providência. Lamentável Vergonha!? O tempo é implacável. Doente, no hospital, a pediram a misericórdia de visitá-lo. “Vem aqui dar um abraço! Pegue minha mão”, pediu ele. Teve pena. Um infeliz que de incesto a tio!? Desconfiada toucou suas mãos, mãos que juntamente com ele se foram logo depois daquele último encontro. Hoje ela é feliz e liberta; Ele!? Está nas mãos de Deus, o irmão de seu pai.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

João Hélio


Já era noite. Ele que tinha 6 anos, apenas 6 anos de idade, sentado no banco de trás do carro, parava num semáforo, dia qualquer, noite qualquer, rotina qualquer, não com uma família qualquer, mas com a sua que o amava, e sonhava com ele.
Luz vermelha. Por obediência sua mãe que estava na direção, pára. Mas por desobediência às leis terrenas e as de Deus, bandidos rendem os 4 passageiros do veículo, três adultos estarrecidos saem do carro, João Hélio, uma criança , quase um bebê recém saído das fraldas não consegui soltar o cinto de segurança; desesperadamente a mãe tenta desatar o filho das garras daquele cinto que naquele momento eram as mãos de bandidos desalmados e sem coração. Não consegui.
O carro sai em disparada, acelerando e numa corrida desabalada e sem compaixão com o garoto atado ao cinto e sendo arrastado pelo seu “laço de morte” ruas afora. Sua mãe pede para que seus olhos a enganem!
À medida que o veículo distanciava viam-se os sonhos e os planos daquela criança, com certeza de futuro, se espalhar pelo asfalto. Massa encefálica, neurônios que talvez fizesse o futuro de alguém, quem sabe até de um dos próprios filhos dos meliantes. Braços, pernas atiradas para todos os lados como se fora um boneco de pano.
Avisados por um motoqueiro pensando ser um trágico acidente, foi ameaçado! Revolveres em punho.
Deus tenha misericórdia desse mundo imundo!
Rastros de sangue, marcas da brutalidade cometida por “rapazes” a um garotinho inocente, ficaram pelos 7 quilômetros e 4 bairros de uma cidade que de linda por natureza se tornou desprovida de alma pela violência .
Ceifado, privado de sua vida, João Hélio se foi. E seus carrascos? Terão direito à vida? Quem decidirá? A sociedade? A justiça? E quanto à atrocidade que cometeram?
Levanta-te Brasil, levanta-te Rio, acordem ou serás uma fábrica de bandidos. Um país, uma cidade, inferno no paraíso.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O Chão vai Tremer!


Cerca de um mês atrás, estamos em março, dia primeiro para ser mais preciso, do ano de 2010, um terremoto devastou o Haiti, pequeno país da América central. Perdas sem conta, sem medida, tristeza! Mortos, feridos, muita destruição; tudo veio abaixo, danos incalculáveis e até inimagináveis a um país que já tinha tão pouco! Placas tectônicas que teimam em se ajustar depois de muito, muito posteriormente a sua formação. Alterações feitas no interior da terra trazendo rupturas na superfície, tremores e bastante dor. Ela se ajeita como quando nos ajeitamos no sofá para uma posição melhor, mais confortável. E o desconforto sobra para a superfície e nessa superfície estamos nós. O mundo não se ateve em esforços nem medidas para ajudar. A comoção foi geral, o mundo enfim olhou para o Haiti. Compaixão, comiseração de todos os cantos da terra. Difícil conter as lágrimas, estancar tamanha devastação. Ainda em recuperação; o chão voltou a tremer. Desta vez não no Haiti, agora no Chile. Um dos maiores na escala Richter. E de novo uma tragédia abala o mundo. Literalmente! Destruição, mortos, feridos e desabrigados, é o que se tem notícia mundo afora. Abalos sísmicos querendo dividir a terra, chuvas alagando, secas esturricando pelo calor intenso, intenso também o frio causando perdas e danos. Temos culpa, não temos culpa. De algumas coisas sim, outras não. Mas amigo leitor, é só abrirmos bem os olhos e ouvidos, o planeta está gritando, sufocado, apavorado. Idade? Não! Ele não é tão velho assim! Mas seus sinais mostram seu desespero, isso é perceptível pelo seu sofrimento; estão aí para todos vermos e ouvirmos, e como um parente doente temos que cuidá-lo, acariciá-lo, dar remédios, talvez seja tarde, o médico chegou tarde, e até os remédios não farão mais efeito, pode até ser que o retarde de uma doença terminal, no entanto o mal já se instalou , isso é notório. Nem sei se “antes tarde do que nunca”, nós o exploramos ao máximo, sugamos até o bagaço. O que fazer! Só nos resta conviver com ele, mesmo sendo nosso tempo derradeiro, ele acaba, nós também, façamos nossa parte, antes que chegue a extreme unção para ele e o apocalipse para nós.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Situação Difícil


Colocar uma pessoa em situação difícil; é o ato de constranger esse alguém; o que indica também certa falta de amor com esse próximo. “E constrangeram um certo Simão Cirineu, que por ali passava, e o fizeram carregar a cruz”. 15-21. Essa é uma passagem bíblica como puderam notar, parte essa da crucificação de Jesus. Esse homem citado, ao qual foi persuadido a ajudar na árdua tarefa de carregar a cruz para Jesus, mesmo que por pouco tempo, diz a bíblia, foi colocado numa situação difícil ao ter que se abaixar para levantar aquela madeira pesada perante a multidão; realizando um serviço que, em tese, não tinha nada a ver com ele. O homem em questão não tinha a menor idéia do que estava fazendo; naquele momento estava apenas envergonhado por ajudar um condenado a levar seu próprio caixão; por que eu? Talvez esse fosse seu pensamento enquanto todos o viam!
E você! O que o faz se sentir constrangido? Não, não fale, vou tentar descrever o que esse tempo em que vivemos retrata o que acabamos de ler: Falta de amor, de respeito, de compaixão! Ajudar alguém deveria ser uma honra. Não porque se está por cima, mas sim por estarmos em perfeita forma e disponíveis aos menos desprovidos; mas não é isso que tem ocorrido. Senti-se vergonha por abraçar os pais em público, mostrar respeito pelos mais velhos, demonstrar amor por um amigo! É o que se vê! Alunos de escola constrangendo seu próprio colega pela natureza diferente. Professores atacados como se carrascos e não ensinadores que os elevam a um patamar mais alto, depredação das escolas depreciando superiores e desvalidando todo seu trabalho.
Existem várias formas de faltar respeito e os seres “humanos” estão se valendo de todas que não deveriam. Desconsideram as diferentes raças como se fosse sua a hegemonia. Arrogância, pois! O preconceito só nos leva a crer na supremacia da ignorância. Deficiência na alma de corpos supostamente perfeitos, porque na física nada mais é que uma figura que se vê. Devereria-se ter sentimento de dignidade e compaixão sempre com o outro. No constrangimento não há virtude, ela se encontra sim na paciência, boa vontade e na honra de servir. Como aquele certo homem do começo, quem nos dera ter a chance de ser útil a alguém de tão grande valor e importância. Olhe à sua volta quem sabe isso pode te acontecer hoje mesmo; pense na cruz e ajude alguém ao invés de constranger esse mesmo.
Ame o próximo como a ti mesmo.